Viagem para China (2026): veja o que visitar e outras dicas!
Veja como preparar uma viagem para China. Saiba quando ir, qual a média de custos, quais documentos são necessários, dicas e muito mais.
Uma viagem para a China é o tipo de experiência que quebra qualquer expectativa preconcebida, desde que o viajante esqueça os discursos prontos sobre o “exótico Oriente”.
O que você encontra ao desembarcar é um país tecnológico, limpo e com grande segurança. Contudo, as ferramentas que usamos para nos localizar, comunicar e pagar simplesmente não funcionam lá.
Por outro lado, quem chega preparado normalmente volta surpreendido: Pequim e Xangai impressionam pelo futurismo; Chongqing e Zhangjiajie parecem saídas de um filme; Chengdu mistura pandas e culinária; Guilin e Yangshuo mostram a China rural.
Este guia existe para te ajudar a se planejar, do orçamento real ao que evitar, do melhor período de viagem aos detalhes que só quem foi sabe. Veja só!
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Viaje para a China com proteção desde o embarque
A China é extremamente segura em relação a furtos e violência urbana, mas isso não elimina os riscos comuns de uma viagem longa, como cancelamentos, extravio de bagagem, acidentes e dificuldade de comunicação.
O país tem um sistema de saúde público que não atende estrangeiros da mesma forma que cidadãos locais, e os custos de atendimento em clínicas privadas ou hospitais internacionais podem ser altíssimos.
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Quanto custa uma viagem para a China?
Depende muito do seu estilo de viagem. A China não é necessariamente um destino de luxo, e é perfeitamente possível se virar bem com um orçamento enxuto.
O maior gasto é a passagem aérea. Quem vai de classe econômica costuma encontrar bilhetes de ida e volta na faixa dos US$ 800 a US$ 1.500 em meses de movimento regular.
Se a ideia for voar em feriados ou no topo da alta temporada, prepare-se para ver esse valor romper a barreira dos US$ 1.800.
Já os gastos diários são mais acessíveis. Um viajante brasileiro gasta em média entre R$ 290 e R$ 520 por dia.
- O que surpreende no preço: a comida de rua é uma das maiores vantagens da China. Tudo sai por centavos se comparado ao que você paga em qualquer capital europeia. O metrô, que cobre virtualmente qualquer canto das grandes cidades, também ajuda, já que custa menos de R$ 6 por viagem. É difícil gastar muito no transporte urbano.
- O que pesa no orçamento: para quem não está acostumado, podem pesar no bolso os ingressos de atrações importantes, incluindo a Cidade Proibida e a Muralha da China, assim como passeios de trem de alta velocidade entre cidades e o custo do eSIM com VPN incluso.
| Categoria de gasto | Custo médio estimado | Observações |
|---|---|---|
| Passagem Aérea (ida e volta) | R$ 7.500 – R$ 11.000 | Depende muito da antecedência e das conexões (Oriente Médio ou Europa). |
| Hospedagem (diária em hotel 4 estrelas) | R$ 350 – R$ 600 | Excelentes hotéis de redes locais ou internacionais bem localizados. |
| Alimentação diária | R$ 80 – R$ 150 | Pratos locais fartos são baratos; redes ocidentais custam o mesmo que no Brasil. |
| Transporte interno (Metrô e Didi) | R$ 25 – R$ 50 por dia | O metrô custa centavos e as corridas por aplicativo são baratas. |
| Trens de Alta Velocidade (Trecho) | R$ 200 – R$ 450 | Conexões rápidas entre cidades (ex.: Pequim a Xangai). |
| Ingressos de atrações | R$ 40 – R$ 120 por passeio | Monumentos principais e parques nacionais exigem reserva antecipada. |
Quanto levar para 10 dias na China?
Dez dias é um bom recorte para quem está planejando o roteiro mais clássico: dois ou três dias em Pequim, quatro ou cinco em Xangai e talvez uma cidade extra como Chengdu ou Xian.
Considerando esse perfil, um orçamento realista, sem contar a passagem, fica assim:
| Item | Estimativa |
|---|---|
| Hospedagem (10 noites, hotel 3 estrelas) | R$ 3.500–5.500 |
| Alimentação (mix de rua + restaurante) | R$ 1.200–2.500 |
| Transporte interno + metrô | R$ 800–1.500 |
| Ingressos e passeios | R$ 600–1.200 |
| eSIM + VPN | R$ 200–400 |
| Extras e compras | R$ 500–1.500 |
| Total estimado | R$ 6.800–12.600 |
O que um brasileiro precisa para ir para a China?
Entrar na China em 2026 envolve cumprir uma lista de exigências que misturam a burocracia tradicional de documentos com uma forte preparação tecnológica.
A imigração chinesa monitora rigorosamente o fluxo de entrada, embora o processo no balcão seja rápido e direto se você estiver com tudo em ordem.
Brasil libera visto para China?
Atualmente (até 31/12/2026), o Brasil e a China mantêm um acordo de isenção de visto, que permite estadias de até 30 dias.
A regra exige apenas que o passaporte tenha validade mínima de 6 meses no momento do embarque.
Quais documentos preciso para entrar na China?
Organizar a pasta de documentos com antecedência evita o estresse nas filas de controle de fronteira.
Os fiscais chineses são minuciosos, embora geralmente silenciosos e objetivos. Tenha em mãos os seguintes itens:
- Passaporte original: deve ter validade mínima de 6 meses a partir da data de entrada e pelo menos duas páginas em branco.
- Formulário de visto consular, quando aplicável: devidamente colado na folha do passaporte.
- Comprovantes de hospedagem: tenha impressos ou salvos no celular todos os vouchers dos hotéis do seu roteiro.
- Passagens de ida e volta: a comprovação de que você tem data certa para deixar o território chinês é obrigatória.
- Apólice do seguro viagem: importante para garantir cobertura médica internacional durante toda a estadia.
- Roteiro de viagem: é recomendável ter detalhados os destinos que vai visitar, ingressos de atrações que você já comprou, passagens de transporte interno etc.
- Certificado de vacinas: nenhuma vacina específica é exigida para entrada, mas recomenda-se estar em dia com hepatite A, hepatite B, febre tifoide e tétano.
Qual a melhor moeda para levar para a China?
A moeda da China é o Renminbi (RMB), popularmente conhecido como Yuan, mas a forma como ela circula mudou drasticamente nos últimos anos.
Não compensa encher a carteira de dinheiro físico e contar com cartões de crédito internacionais tradicionais.
Cartões de bandeiras ocidentais comuns como Visa e Mastercard raramente são aceitos fora de grandes redes de hotéis de luxo.
A melhor estratégia é baixar os aplicativos Alipay e WeChat ainda no Brasil, fazer a validação de segurança enviando a foto do seu passaporte e cadastrar seus cartões de crédito internacionais ou de contas globais (Wise, Nomad, C6 etc.) neles.
➤ DICA: configure ambos os aplicativos, tanto o Alipay quanto o WeChat. É comum que o Alipay bloqueie temporariamente uma transação por segurança se você tentar fazer dois pagamentos seguidos a um vendedor. Ter o WeChat Pay como estepe salva nessas horas.
Qual é a melhor época para viajar para a China?
Os períodos de transição das estações são considerados perfeitos: a primavera (de abril a maio) e o outono (de setembro a outubro).
As temperaturas são amenas na maior parte do circuito turístico tradicional e os cenários naturais ganham cores.
Veja o que esperar do clima na China em cada época:
| Época | Como é | Temperaturas |
|---|---|---|
| Março a maio | Primavera agradável, flores, parques bonitos e clima confortável para caminhar. | Entre 10°C e 25°C |
| Junho a agosto | Verão quente, úmido e com mais chuvas, especialmente em Xangai e no sul da China. | Entre 25°C e 38°C |
| Setembro a novembro | Melhor período geral: clima seco, céu mais limpo e temperaturas equilibradas. | Entre 15°C e 28°C |
| Dezembro a fevereiro | Inverno intenso no norte, neve em algumas regiões e turismo mais vazio. | Entre -10°C e 12°C |
Datas para evitar na China
Fuja da Golden Week (a primeira semana de outubro, comemoração do feriado nacional deles) e do Ano Novo Chinês (que varia entre janeiro e fevereiro).
Nessas datas, o turismo interno aumenta de uma forma inacreditável, com as atrações lotadas e os preços altos. Acredite, pegar um trem-bala se torna uma missão quase impossível devido à disputa por passagens.
➤ DICA: para evitar o pior das multidões, os primeiros dias de julho ou o final de agosto, ou imediatamente antes e depois dos picos de feriados, são uma opção válida.
Viagem para China: dicas e cuidados essenciais
Quem viaja para a China pela primeira vez vai se deparar com situações que nenhum guia turístico genérico menciona.
Estas são as que realmente importam:
O desafio da internet
Resolva antes de embarcar. O Google, WhatsApp, Instagram, Facebook e Gmail são bloqueados na China. Para acessá-los, você vai precisar de VPN.
O caminho mais prático é combinar um eSIM internacional, como HolaFly e Airalo, com uma VPN instalada e testada antes da viagem.
Algumas VPNs, como Mullvad (€5/mês) e LetsVPN, funcionam bem.
Comunicação sem inglês
Prepare-se para se virar com mímica e tradutores. Inglês é raro mesmo em zonas turísticas, e em aeroportos regionais, praticamente inexistente.
O melhor tradutor para mandarim que quem mora lá recomenda é o Youdao Translate (网易有道翻译官), que funciona offline, tem OCR muito bom para fotografar cardápios e placas, e é muito mais preciso do que o Google Translate.
A comida é diferente de tudo e muito apimentada
Seu paladar vai ser testado. A comida que você come no China in Box não tem nada a ver com o que você vai encontrar lá.
Sopas de macarrão, dumplings, carnes gordas, vísceras, pratos refogados no óleo… É uma culinária completamente diferente. A pimenta é um desafio que, mesmo pedindo sem, às vezes vem um pouco.
Na região de Chengdu e Chongqing, o nível de ardência é maior, então se prepare ou aprenda a dizer “bù là” (sem pimenta). McDonald’s e outras redes ocidentais são boas alternativas.
Locomoção urbana
O metrô é excepcional de norte a sul, sendo limpo e rápido.
Um adendo: em todas as estações, sem exceção, você passa por raio-X com a mochila na esteira, como em aeroporto.
Já para deslocamentos por aplicativo, use o Didi (o “Uber” chinês), que pode apresentar problemas de tradução, corridas que caem e relatos de cobrança por corridas canceladas.
Tenha paciência e o endereço do destino escrito em mandarim antes de chamar.
Transporte entre cidades
O trem de alta velocidade é a melhor opção, sendo mais rápido, pontual e barato que voo doméstico na maioria das rotas.
Os ingressos são vendidos pelo app 12306 (tem versão em inglês) ou pelo TRIP.com, que facilita bastante para quem não fala mandarim.
Os bilhetes abrem apenas 15 dias antes da partida, e é possível reservar antes para comprar quando disponibilizar.
➤ DICA: leve o passaporte na mão no embarque, pois é o documento que substitui o bilhete impresso.
Segurança
A China é um dos países mais seguros para turistas, onde há câmeras em cada esquina e praticamente zero ocorrência de furtos.
Você pode andar com o celular na mão a qualquer hora, sem a menor preocupação, e não há moradores de rua visíveis nas cidades.
O único golpe que merece atenção real é o golpe da casa de chá em Pequim, em que uma pessoa muito simpática convida você para tomar chá e a conta chega na casa de R$ 1.000. Só ignore.
Banheiros públicos
São gratuitos, espalhados pela cidade e surpreendentemente limpos, mas não têm papel. É uma regra cultural que cada cidadão carregue o seu.
Portanto, ande sempre com lenços de papel ou lencinhos umedecidos na bolsa ou no bolso.
Andar na calçada
Em algumas cidades, as calçadas são compartilhadas com motos elétricas silenciosas.
Elas não fazem barulho e, se você olhar o celular andando, tem real chance de ser atropelado por uma.
Por isso, fique atento ao caminhar, especialmente em cidades menores.
Reserve a Cidade Proibida com antecedência
Os ingressos para a Cidade Proibida em Pequim são liberados apenas 7 dias antes no site oficial e esgotam.
Pelo TRIP.com você pode reservar antes que a janela abra, e vale muito a pena!
Eles cobram uma taxa irrisória e usam um sistema automatizado para comprar o seu ingresso no exato segundo em que o lote abre.
Prepare-se para pechinchar (e muito)
A cultura de negociação tradicional na China pode ser exaustiva para quem não está acostumado.
Ao visitar mercados de rua populares, prepare-se para negociar preços.
Os vendedores jogam os valores iniciais nas alturas e o processo de barganha pode ser cansativo e irritante para quem prefere preços fixos.
Se não tiver paciência, prefira comprar em lojas de shopping ou estabelecimentos comerciais tradicionais.
Os chineses acham ocidentais exóticos
Durante as caminhadas pelas cidades, não se assuste se algumas famílias ou jovens locais pedirem discretamente para tirar uma foto com você ou com seus filhos.
O turismo internacional ainda é tímido perto do fluxo de turismo interno, e para muitos chineses de outras províncias, o contato visual com um ocidental é uma novidade divertida.
Viagem para a China com segurança e economia!
Fazer uma viagem para a China exige a certeza de que você terá suporte especializado diante de qualquer imprevisto, seja médico, atraso de voo ou barreira de comunicação em momentos críticos.
Encarar uma jornada internacional desse porte sem uma retaguarda é um risco que pode custar caro para o seu bolso e seu bem-estar.
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Perguntas frequentes sobre a China
A complexidade de planejar uma viagem para o outro lado do mundo faz surgir uma série de dúvidas sobre o destino.
Abaixo, vamos te ajudar a se preparar para a China. Veja só!
É seguro andar à noite pelas ruas das grandes cidades chinesas?
Sim, as cidades da China são seguras para o turismo. O monitoramento por câmeras de segurança é massivo em cada esquina e a ocorrência de crimes violentos ou furtos contra turistas é praticamente nula.
Como funcionam as gorjetas no comércio chinês?
A prática de deixar gorjetas não faz parte da cultura chinesa e não é esperada em restaurantes, táxis ou hotéis. Em alguns locais mais tradicionais, tentar deixar dinheiro extra na mesa pode até causar confusão.
Vale a pena comprar eletrônicos durante a viagem à China?
Sim, os preços de marcas de tecnologia (como Xiaomi, Huawei e DJI) são competitivos e os lançamentos chegam primeiro ao mercado chinês. Mas confira a compatibilidade com a rede brasileira e se os sistemas operacionais têm idioma inglês ou português.
É obrigatório apresentar o passaporte físico nas atrações turísticas da China?
Sim, e isso é inegociável. Na China, seu número de passaporte é o seu ingresso. Mesmo que você tenha comprado online para alguma atração, parques ou estações de trem, o passaporte é escaneado na entrada. Fotos ou cópias no celular não são aceitas.
Saiba mais sobre a China:
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