Intercâmbio Coreia do Sul: guia atualizado para 2026
Saiba tudo sobre o intercâmbio na Coreia do Sul. Veja quais são os documentos necessários, quais são os tipos, valores, dicas e muito mais.
Fazer um intercâmbio na Coreia do Sul pode parecer distante para muita gente, mas a verdade é que o país mudou muito nos últimos anos como destino de estudantes internacionais.
Não é mais só a Coreia do Sul do K-pop e dos doramas: é um dos sistemas educacionais mais respeitados do mundo, com universidades que figuram entre as melhores da Ásia, um mercado de tecnologia próspero e forte cultura de imersão para estrangeiros.
Mas também não adianta romantizar. Estudar na Coreia do Sul tem suas exigências (de orçamento, documentação, adaptação cultural) e entender isso é o que separa quem aproveita de quem volta frustrado.
Este guia foi pensado para te dar o panorama real, com custos de intercâmbio na Coreia do Sul atualizados para 2026, os tipos de programa disponíveis, como tirar o visto, o que levar na mochila e o que ninguém te conta antes de embarcar. Boa leitura!
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Seguro viagem para intercâmbio na Coreia do Sul
Antes de falar de custos e visto, tem um ponto que costuma ser subestimado até dar problema: o seguro viagem.
O sistema de saúde sul-coreano é eficiente, mas caro para estrangeiros.
Uma consulta simples pode ultrapassar ₩50.000 (cerca de R$180–R$200), e internações escalam rápido. Além disso, muitas instituições exigem seguro viagem válido como parte da matrícula.
O seguro viagem para intercâmbio na Coreia do Sul custa a partir de R$ 12 por dia, conforme cobertura e duração. Em planos de longo prazo (6 meses ou mais), o valor diário tende a cair.
Veja algumas coberturas que fazem diferença na prática:
- Assistência médica por doença e acidente (mínimo recomendado: USD 30 mil, ideal acima de USD 60 mil).
- Atendimento 24h em português (faz muita diferença em emergência).
- Traslado médico e repatriação.
- Cobertura odontológica.
- Seguro para extravio de bagagem.
Comparar planos antes de fechar evita pagar caro por cobertura ruim.
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Intercâmbio na Coreia do Sul: visão geral
Existe um antes e um depois do Hallyu (a Onda Coreana) na decisão de quem pesquisa destinos de intercâmbio.
A popularidade do K-pop, dos doramas e da gastronomia abriu uma porta que antes era ocupada quase exclusivamente por Japão e China na Ásia.
Mas o que mantém a Coreia do Sul relevante para intercambistas vai muito além da cultura pop:
- O país tem um dos maiores índices de desenvolvimento humano do planeta.
- Universidades como a Yonsei, a Korea University e a KAIST são referência global em engenharia, tecnologia e ciências aplicadas.
- O governo sul-coreano investe pesado em atrair estudantes estrangeiros, com bolsas diretas e parcerias institucionais.
Para os brasileiros especificamente, o interesse cresceu de forma surpreendente nos últimos anos.
Houve um aumento expressivo nas buscas por diversos programas, desde adolescentes que querem aprender coreano até profissionais mirando especializações.
Quanto custa um intercâmbio para a Coreia do Sul?
Em maio de 2026, um intercâmbio na Coreia do Sul custa, em média, entre R$ 7.500 e R$ 12.000 por mês, considerando curso de idioma, moradia em Goshiwon e alimentação básica.
Somando tudo (curso, acomodação em homestay, passagem e custo de vida) um intercâmbio de um mês em Seul sai por aproximadamente R$ 28.000. Para três meses, a estimativa sobe para cerca de R$ 62.000.
Ou seja, planejar uma mudança para o outro lado do mundo exige mais do que vontade: exige estratégia financeira.
Quanto vale R$ 1 na Coreia do Sul?
Em maio de 2026, R$ 1 equivale, em média, a cerca de 269 won sul-coreanos (KRW).
Isso significa que ₩ 1.000 equivalem a cerca de R$ 3,70, uma referência útil para converter preços rapidamente no dia a dia.
Pode parecer muito, mas o poder de compra é diferente. Os números assustam à primeira vista, mas vale entender o que está incluído e onde dá para economizar:
| Categoria | Custo estimado (mensais) |
|---|---|
| Curso de idioma | R$ 2.000 – R$ 4.500 |
| Moradia (média) | R$ 1.500 – R$ 3.500 |
| Alimentação | R$ 800 – R$ 1.800 |
| Transporte | R$ 150 – R$ 350 |
| Lazer e extras | R$ 400 – R$ 900 |
| Total estimado | R$ 4.850 – R$ 11.050 |
Curso de idioma (3 a 6 meses)
Os cursos de coreano oferecidos pelos centros de língua das universidades sul-coreanas (como o famoso Language Institute da Yonsei ou o Korean Language Institute da Sungkyunkwan) costumam funcionar em semestres de 10 semanas.
- Curso de coreano de um mês (com acomodação): a partir de R$ 9.000 a R$ 10.000.
- Programas de coreano de 3 a 6 meses (sem acomodação): entre R$ 12.000 e R$ 25.000, dependendo da universidade e modalidade (intensivo ou regular).
Graduação e pós-graduação (1 ano ou mais)
Programas de graduação em inglês em universidades sul-coreanas têm mensalidades em diversas faixas de preço:
- Instituições nacionais (mantidas pelo governo): de US$ 2.000 a US$ 4.500 por semestre.
- Instituições privadas (como a Yonsei ou a Korea University): US$ 5.000 a US$ 7.000 por semestre.
Moradia
Aqui mora uma das maiores armadilhas do planejamento.
Em média, estudantes gastam cerca de ₩ 800.000 por mês para viver na Coreia, podendo variar conforme o estilo de vida e a cidade. Aluguel compartilhado fica entre ₩ 200.000 e ₩ 500.000 mensais.
As principais opções são:
| Tipo de moradia | Descrição | Custo mensal estimado |
|---|---|---|
| Residência universitária (dormitório) | Opção mais barata e concorrida; vagas limitadas dentro das universidades | ₩ 300.000 – ₩ 600.000 |
| Goshiwon | Quartos muito pequenos, individuais; comuns entre estudantes | ₩ 300.000 – ₩ 500.000 |
| Gositel | Versão mais moderna e um pouco maior que o goshiwon | ₩ 550.000 – ₩ 850.000 |
| Homestay (host family) | Moradia com família local; geralmente inclui café da manhã e jantar | ₩ 500.000 – ₩ 900.000 |
| Apartamento dividido (sharehousing) | Divisão com outros moradores; varia bastante por localização | ₩ 400.000 – ₩ 800.000 |
Alimentação
Comer fora pode ser mais barato do que cozinhar, dependendo do bairro.
Vários restaurantes locais têm menus acessíveis, mas não caia no erro de tentar manter uma dieta “ocidental”, que encarece tudo.
- Refeições em restaurantes populares: entre ₩ 6.000 e ₩ 10.000 (cerca de US$ 5 a US$ 8,50) por pessoa.
- Refeições em lanchonetes universitárias (hakshik): de ₩ 3.000 a ₩ 5.000.
- Lojas de conveniência (CU, GS25, 7-Eleven): refeições rápidas como kimbap, bentô e ramen custam entre ₩ 4.000 e ₩ 8.000.
- Média mensal: R$ 1.200 a R$ 2.000.
Transporte
O metrô é a opção mais popular e acessível de transporte público na Coreia do Sul, com tarifas a partir de ₩ 1.250 por viagem (~US$ 1,05).
Os ônibus têm valor semelhante, com tarifas reduzidas para estudantes de ₩ 720.
- Média mensal: R$ 250 a R$ 400.
Passes de transporte público na Coreia do Sul
Em geral, para a maioria dos estudantes, o passe T-money já resolve com bom custo-benefício, pois passes ilimitados só valem com uso intenso diário.
Veja os tipos mais comuns:
- T-money (cartão recarregável): cartão entre ₩ 2.500 e ₩ 5.000; passagens a partir de ₩ 1.400, com integração gratuita (até 4 transferências) num intervalo de 30 minutos (ou 1 hora à noite).
- Cashbee: custo do cartão entre ₩ 2.500 e ₩ 4.000; tarifas iguais ao T-money, mesma lógica de recarga e uso.
- Climate Card (passe mensal em Seul): cerca de ₩ 62.000/mês para uso ilimitado em metrô e ônibus dentro da cidade.
- Climate Card (curto prazo): opções a partir de ₩ 5.000 (1 dia) até ~₩ 20.000 (5 dias).
➤ DICA: Com o surgimento do Climate Card de curto prazo, o M-Pass raramente vale a pena, a menos que você vá usar o limite de 20 viagens por dia religiosamente. E se você vai ficar mais de um mês e tem o cartão de residência (ARC), o K-Pass é melhor que o T-money.
Tipos de intercâmbio na Coreia do Sul
Não existe um único formato de intercâmbio coreano, e essa variedade é justamente o que permite que perfis tão diferentes encontrem o programa certo.
A seguir, conheça os principais tipos:
Intercâmbio de idioma na Coreia do Sul
É a modalidade mais procurada, especialmente entre quem caiu de cabeça na cultura coreana.
Os programas de língua coreana aceitam estudantes de qualquer nível e funcionam em regime intensivo, com aulas de manhã e tarde.
- Duração típica: de 4 semanas a 6 meses (com possibilidade de renovação).
- Perfil: estudantes e adultos sem necessidade de fluência prévia em coreano.
- Exigência de idioma: nenhuma para níveis iniciantes.
➤ DICA: as escolas de idioma vinculadas a universidades (como o KLI da Korea University) têm mais prestígio acadêmico e são mais concorridas, mas as escolhas fora do eixo Seul-Busan costumam oferecer turmas menores e mais atenção individual.
Graduação e pós-graduação
Diversas universidades sul-coreanas oferecem programas em inglês, o que elimina a necessidade de fluência em coreano para quem quer cursar graduação ou pós.
Cursos de engenharia, ciências da computação, medicina, design e artes são particularmente fortes.
- Duração típica: 4 anos (graduação), 2 anos (mestrado), 3 a 4 anos (doutorado).
- Perfil: estudantes que querem um diploma reconhecido internacionalmente.
- Exigência de idioma: inglês intermediário/avançado para programas em inglês; TOPIK para programas em coreano.
O erro mais comum é de candidatos que se inscrevem em programas em inglês esperando que o dia a dia seja em inglês também.
A vida cotidiana é 100% em coreano. Quem não aprende pelo menos o básico do idioma acaba isolado socialmente.
Intercâmbio de ensino médio na Coreia do Sul
Para estudantes mais jovens (geralmente de 15 a 18 anos), existem programas de imersão em escolas secundárias, geralmente com host family incluída.
Esses programas oferecem imersão cultural, aulas de coreano e participação em atividades acadêmicas com nativos.
Com quantos anos pode fazer intercâmbio na Coreia do Sul?
Depende do programa, mas a maioria dos intercâmbios de ensino médio aceita a partir dos 15 anos.
Para programas universitários, a idade mínima costuma ser 18 anos. Programas de idioma independentes aceitam a partir dos 16 anos com autorização dos responsáveis.
Quanto tempo dura um intercâmbio na Coreia do Sul?
Cursos de idioma curtos podem durar 4 semanas. Programas de ensino médio costumam ter duração de 3 a 12 meses.
Graduação e pós seguem o calendário acadêmico normal (semestres de 4 a 6 meses ou anos completos).
Intercâmbio na Coreia do Sul com bolsa de estudo
Essa é a pergunta que mais anima: dá para fazer intercâmbio na Coreia do Sul de graça? Sim, mas não é fácil e exige preparação com antecedência.
Veja as principais alternativas:
GKS (Global Korean Scholarship)
A principal bolsa do governo sul-coreano para estrangeiros.
Cobre mensalidade, moradia na universidade, passagem de avião, seguro saúde e ajuda de custo mensal. A concorrência é alta e o processo seletivo rigoroso.
- Idade máxima: 25 anos (graduação) e 40 anos (pós-graduação).
- Exigência mínima: média acadêmica superior a 80%.
AKS (Academia de Estudos Coreanos)
Voltada para estudantes universitários que já têm alguma base em coreano.
A bolsa cobre os custos do curso, acomodação, refeições e transporte, além de passeios turísticos e visitas culturais.
- Público-alvo: alunos de letras ou áreas correlatas.
- Exigência mínima: nível básico do idioma coreano.
Working Holiday (Visto H-1)
O Brasil tem acordo de férias-trabalho com a Coreia do Sul, que permite aos jovens trabalhar legalmente durante o intercâmbio.
É uma opção para quem quer equilibrar estudos e renda no país.
- Idade: entre 18 e 34 anos no momento da solicitação.
- Exigência mínima: reserva financeira de pelo menos ₩ 3.000.000 e seguro-viagem com cobertura mínima de ₩ 40.000.000.
- Limitações de trabalho: máximo de 25 a 30 horas semanais; é estritamente proibido trabalhar como professor de idiomas (visto E-2) ou em profissões técnicas regulamentadas (medicina, engenharia, etc.).
➤ AVISO: o visto H-1 tem uma cota anual de apenas 300 vistos para brasileiros. O processo é por ordem de chegada e a procura tem crescido muito. Por isso, prepare a documentação com antecedência (sobretudo o certificado de antecedentes criminais e o exame médico).
Qual a profissão mais valorizada na Coreia?
As áreas de tecnologia, saúde e o setor jurídico continuam no topo, mas o mercado de 2026 trouxe nuances importantes, especialmente com o boom da Inteligência Artificial e dos semicondutores:
- Tecnologia e IA: é o setor mais aquecido; engenheiros de IA/Machine Learning e especialistas em Cibersegurança são disputadíssimos.
- Média salarial: especialistas seniores podem ganhar entre ₩ 60 mi e ₩ 180 mi por ano.
O mercado atual valoriza muito o “talento pronto” (experiente), criando uma alta demanda por profissionais que dominam a infraestrutura por trás dos chips de IA (foco em empresas como Samsung e SK hynix).
Outras áreas em alta:
- Engenharia de semicondutores: profissionais que trabalham no design e desenvolvimento de hardware avançado possuem altíssimo prestígio social.
- Medicina e direito: continuam sendo os pilares do status social coreano.
- Finanças e fintech: profissionais de análise de risco e gestão de investimentos em plataformas digitais viram suas remunerações saltarem.
O fenômeno da “Hierarquia Diamante” de 2026
As empresas sul coreanas estão automatizando tarefas de entrada (estagiários/juniores) com IA e pagando fortunas para quem já tem alguns anos de experiência (seniores).
Para brasileiros, chegar com um portfólio sólido de projetos reais é o grande diferencial.
Visto para estudar na Coreia do Sul
Um erro comum entre brasileiros é planejar o intercâmbio inteiro e deixar o visto para a última semana, o que pode inviabilizar a viagem.
Para 2026, o governo sul-coreano manteve a estrutura de categorias, mas elevou o rigor na conferência de dados financeiros e acadêmicos.
Veja os tipos mais comuns:
- Visto D-4 (Treinamento Geral): destinado a quem vai cursar idiomas em centros vinculados a universidades. É o visto mais comum para brasileiros.
- Visto D-2 (Estudante Regular): exclusivo para quem foi aceito em cursos de graduação, mestrado ou doutorado.
- K-ETA (Turismo/Curta Duração): embora permita cursos de até 90 dias, não permite a alteração de status para estudante.
Planejar a viagem sem o visto em mãos é um risco que pode custar a remarcação de passagens caras. Em 2026, o consulado pode levar até 4 semanas para emitir o documento.
Como solicitar o visto para intercâmbio na Coreia do Sul: passo a passo
A “mochila documental” para um intercâmbio deve ser organizada com meses de antecedência.
A burocracia coreana não aceita cópias simples ou documentos sem a devida validação internacional.
Veja o passo a passo:
- 1. Seja aceito por uma instituição de ensino sul-coreana: você precisa da carta de aceitação (ou Certificate of Admission) para dar início ao processo. Sem ela, o consulado não analisa o pedido.
- 2. Reúna os documentos exigidos: passaporte com validade mínima de 6 meses, formulário preenchido, foto padrão, comprovante financeiro e documentos acadêmicos. A lista completa está na seção abaixo.
- 3. Agende atendimento no consulado: o Consulado Geral da Coreia do Sul em São Paulo é o principal ponto de solicitação para brasileiros. Para quem deseja visitar, é recomendado solicitar o visto com 2 a 3 meses de antecedência.
- 4. Aguarde a análise: o prazo é de aproximadamente 7 dias para análise dos documentos. Mas, na prática, durante o pico de início de semestre (fevereiro e agosto), pode demorar mais.
- 5. Registre-se ao chegar (ARC): estrangeiros com estada prevista superior a 90 dias devem obter um Cartão de Registro de Estrangeiro (ARC) em um escritório de imigração até três meses depois da chegada. Sem ele, você não consegue abrir conta bancária nem contratar um serviço de telefonia.
O que é preciso para fazer intercâmbio na Coreia do Sul?
Parece óbvio, mas a maioria das reprovações de visto acontece por documento faltando ou fora do padrão exigido.
Confira abaixo, o que é necessário:
➤ Sobre o comprovante financeiro: o valor exigido é de ~USD 1.500 por mês de permanência. Para um ano de estudos, o valor recomendado é de ~US$ 10.000.
➤ Um detalhe que pega muita gente: se o extrato bancário está no nome dos pais, você também precisará apresentar documentos que comprovem o vínculo familiar. Se houver discrepância entre os valores declarados e o extrato real, a chance de reprovação aumenta.
Melhores cidades para fazer intercâmbio na Coreia do Sul
Escolher onde morar na Coreia é uma decisão importantíssima.
Enquanto Seul é a metrópole que nunca dorme e dita as tendências globais, cidades como Busan e Daegu oferecem uma imersão cultural mais profunda com um custo de vida que não sufoca o estudante.
Abaixo, detalhamos as três principais escolhas para brasileiros, considerando infraestrutura, acolhimento e o peso no bolso:
Seul: o epicentro de tudo
Seul não é apenas a capital: é onde o “Hallyu” pulsa 24 horas por dia.
Para quem busca estar no centro das grandes empresas de tecnologia, moda e universidades mais prestigiadas, não há outro lugar, mas tudo é muito rápido, muito lotado e mais caro.
- Custo de vida médio (2026): ₩ 1.400.000 a ₩ 2.200.000 por mês.
- Perfil do intercambista: quem ama o agito de metrópoles, busca networking em grandes corporações e não se importa em morar em espaços menores.
- O segredo da cidade: se o seu orçamento apertar, procure moradia em bairros como Anam ou Wangsimni, menos “turísticos” que Hongdae.
Busan: praia, porto e custo-benefício
Busan tem conquistado o coração dos brasileiros por oferecer equilíbrio entre infraestrutura de cidade grande com vibe de litoral.
O clima é mais ameno que o de Seul e as pessoas são conhecidas por serem mais abertas e diretas.
- Custo de vida médio (2026): ₩ 1.100.000 a ₩ 1.600.000 por mês.
- Perfil do intercambista: estudantes que buscam qualidade de vida, contato com a natureza e querem fugir dos preços inflacionados da capital.
- O segredo da cidade: morar perto da linha 1 ou 2 do metrô diferencia quem aproveita a praia após a aula de quem perde horas no trânsito.
Daegu: imersão e tradição
Se o seu objetivo é aprender coreano “na marra”, Daegu é o lugar.
Com menos estrangeiros, você será forçado a praticar o idioma no dia a dia. É uma cidade com um forte senso de comunidade e um dos polos têxteis e tecnológicos mais tradicionais do país.
- Custo de vida médio (2026): ₩ 900.000 a ₩ 1.300.000 por mês.
- Perfil do intercambista: foco em imersão total, que prefere cidades mais quentes e quer fazer o dinheiro render mais.
- O segredo da cidade: não subestime o calor de Daegu em agosto. É a cidade mais quente da Coreia e o ar-condicionado é praticamente obrigatório.
Como é morar na Coreia do Sul: o que o intercambista precisa saber
Morar na Coreia é fascinante e, ao mesmo tempo, exigente.
Quem chega achando que vai viver dentro de um drama coreano leva um choque de realidade logo na primeira semana (e isso não é necessariamente ruim, mas é melhor estar preparado).
Custo de vida na prática
Em média, o custo de vida sul-coreano, incluindo acomodação, fica em torno de ₩ 2.500.000 mensais (cerca de US$ 2.100).
Para um estudante que mora em goshiwon ou residência universitária e come principalmente nos restaurantes da universidade, esse valor pode cair bastante, para cerca de ₩ 1.000.000 a ₩ 1.300.000 (R$ 3.700 a R$ 4.800).
➤ O que pesa no orçamento: a cultura do café na Coreia é intensa e cara. Um café com leite no estilo coreano (dalgona coffee ou drinks elaborados) custa facilmente ₩ 7.000 a ₩ 10.000 em cafés de design. Estipule um limite semanal.
Segurança e qualidade de vida
A Coreia do Sul é um dos países mais seguros para se viver.
Crimes violentos são raros, o transporte público funciona de madrugada e você pode andar sozinho de metrô às 2h da manhã sem maiores preocupações.
O que mais frustra?
O clima. O inverno (dezembro a fevereiro) em Seul é rigoroso, com temperaturas que chegam a -10°C ou menos, e o vento é cortante.
Quem não está acostumado leva um tempo para se adaptar, e doenças respiratórias nos primeiros meses são relativamente comuns entre intercambistas.
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O choque do idioma
O idioma é o maior desafio real.
Menus, placas, avisos de emergência no metrô: boa parte está exclusivamente em hangul, o alfabeto coreano.
A boa notícia é que o alfabeto coreano é aprendido em poucos dias de estudo (preferencialmente antes do embarque).
Outro ponto que ninguém menciona: a rotina de estudos na Coreia é pesada. Os universitários coreanos estudam muito, e os programas de idioma para estrangeiros também cobram presença e dedicação.
Se você vai com a ideia de “passear e estudar por cima”, o resultado não vai ser satisfatório. Se você entra no ritmo, o aprendizado é acelerado de um jeito que cursos no Brasil dificilmente oferecem.
Os desafios culturais
A sociedade coreana é hierárquica de um jeito que vai te surpreender, e é melhor levar isso a sério. Ignorar as formalidades da linguagem pode causar um isolamento social não intencional.
Formas de tratamento, tom de voz com pessoas mais velhas, regras não escritas em sala de aula e no convívio, exigem aprendizado além do idioma.
Onde o intercambista perde tempo?
Tentar usar o Google Maps é um erro clássico que gera atrasos.
O Naver Maps ou o KakaoBus são as únicas ferramentas que funcionam com precisão em tempo real para o transporte público coreano.
A cultura do “Bali-Bali”?
A cultura do “rápido-rápido” (Bali-Bali) permeia tudo.
Se você for lento no caixa do supermercado ou ao entrar no metrô, sentirá a impaciência local. Tente se adaptar a esse ritmo para não se sentir um obstáculo na rotina da cidade.
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Um intercâmbio na Coreia do Sul é um investimento alto e uma mudança de vida significativa. Por isso, não faz sentido deixar sua segurança à mercê da sorte.
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Perguntas frequentes sobre o intercâmbio na Coreia do Sul
Quer saber mais sobre o intercâmbio no país? Então, confira nossa FAQ com as principais dúvidas sobre a Coréia do Sul!
Quanto custa um intercâmbio na Coreia do Sul?
O custo fica entre R$ 7.500 e R$ 12.000 mensais. Para um programa completo de 3 meses, o investimento total (incluindo passagens e burocracia) fica na casa dos R$ 62.000.
É obrigatório ter seguro viagem para estudar na Coreia do Sul?
Sim. Além de ser uma exigência para a obtenção dos vistos D-2 e D-4, o seguro é fundamental para evitar gastos exorbitantes em hospitais particulares antes de o estudante ser integrado ao sistema de saúde nacional.
Posso trabalhar durante o intercâmbio?
Apenas com os vistos D-2 ou D-4, após 6 meses de permanência e com autorização prévia da imigração e da universidade. O limite costuma ser de 20 a 30 horas semanais.
Qual a melhor cidade para estudar?
Seul concentra as melhores instituições, mas Busan oferece uma qualidade de vida superior para quem prefere climas mais amenos e menor custo de moradia.
Preciso falar coreano antes de ir?
Não é obrigatório para cursos de idioma, mas dominar o alfabeto (Hangeul) e frases básicas de sobrevivência economiza tempo e evita perrengues em cidades menores.
Saiba mais sobre a Coréia do Sul:
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