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Inverno na Argentina (2026): guia completo da estação

Saiba tudo sobre o inverno na Argentina. Veja quando ele começa, quando ir para ver neve e esquiar, os melhores destinos e muito mais.

Inverno na Argentina é sinônimo de neve nos Andes, cidades com cara de filme, vinhos em clima frio, estações de esqui lotadas e uma logística que pode ser maravilhosa (ou frustrante) dependendo da época escolhida.

Enquanto julho em Ushuaia reserva temperaturas negativas, vento cortante e neve acumulada nas ruas, esse mesmo mês em Salta oferece dias ensolarados e paisagens no seu auge.

Em Bariloche, o Cerro Catedral está com as pistas abertas e o chocolate quente nos cafés. Em Mendoza, as vinícolas funcionam normalmente e a Cordilheira está coberta de branco.

Para te ajudar a se preparar, criamos este guia com tudo que é necessário para aproveitar o inverno no país em 2026

  • Quais são os meses de inverno na Argentina; 
  • Quando tem neve; 
  • Quais são as temperaturas por região; 
  • Os melhores destinos; 
  • Onde esquiar; 
  • Roteiros práticos e muito mais. 

Boa leitura!

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Quais são os meses de inverno na Argentina?

O inverno argentino vai de 21 de junho a 21 de setembro, com julho e agosto como os meses de pico em termos de frio e neve. 

Mas essa resposta, por mais correta que seja, esconde uma variação climática enorme.

A Argentina tem mais de 3.400 km de extensão. Assim, o inverno em Jujuy e o inverno em Tierra del Fuego são bem diferentes. 

Para entender melhor, vale dividir por região:

Região Meses mais frios Temperatura média Chance de neve
Buenos Aires Junho a agosto 8°C – 15°C Muito rara
Mendoza (cidade) Junho a agosto 5°C – 14°C Baixa na cidade, alta na Cordilheira
Bariloche / Patagônia Norte Junho a setembro 0°C – 8°C Alta em julho e agosto
El Calafate / Patagônia Sul Maio a setembro -3°C – 6°C Alta
Ushuaia / Tierra del Fuego Maio a outubro -5°C – 3°C Muito alta
Salta / Noroeste Junho a agosto 8°C – 20°C Inexistente nas cidades

Qual a melhor época para ir à Argentina

Depende do foco da sua viagem. Se a intenção é curtir neve e esqui, julho e agosto

Para o Norte argentino (Salta, Jujuy, Quebrada de Humahuaca), o inverno é exatamente a melhor época (seco, ensolarado e sem as chuvas pesadas do verão).

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    Qual o período de neve na Argentina?

    O período de neve na Argentina costuma ir de junho a setembro, mas com variações importantes a depender do destino. 

    Junho ainda é tecnicamente outono no calendário meteorológico: em anos de pouca neve, as estações de esqui da Patagônia abrem com atraso ou com pistas parciais. 

    Julho e agosto são os meses mais confiáveis, especialmente para quem tem o esqui como objetivo.

    Veja como cada destino se comporta:

    • Ushuaia: temporada de neve mais longa do país, geralmente de maio a outubro. Das opções do circuito turístico argentino, é onde a neve é mais consistente e previsível.
    • Bariloche: neve firme e pistas abertas de julho a meados de setembro. Junho pode ter neve, mas não é possível garantir que o Cerro Catedral estará funcionando.
    • San Martín de los Andes / Chapelco: calendário similar a Bariloche, com julho e agosto como meses mais garantidos.
    • Mendoza / Las Leñas: neve de alta altitude concentrada em julho e agosto. 
    • El Calafate: neve nas áreas de montanha e gelo no glaciar durante praticamente todo o inverno. Não é um destino de esqui, mas o cenário ao redor do Perito Moreno é impressionante.

    ➤ Vale lembrar que: mesmo dentro de julho, o tempo na Patagônia é instável. Você pode ter três dias de sol com montanha coberta de neve ao fundo ou três dias de chuva seguidos.

    Temperatura no inverno na Argentina por região

    Saber os números no termômetro ajuda, mas não conta a história completa. 

    Buenos Aires com 8°C e vento úmido tem uma sensação térmica completamente diferente de Mendoza com 5°C e sol. Entender as nuances por região evita surpresas:

    • Buenos Aires: máximas entre 12°C e 15°C, com mínimas em torno de 8°C. A cidade é úmida e tem ventos que chegam pelo Rio da Prata. Agosto costuma ser o mês mais frio. A sensação térmica pode ser ainda mais congelante por conta da umidade de 60% e do vento.
    • Mendoza: frio seco, o que é uma vantagem. Dias ensolarados com 12°C a 14°C são comuns. As noites chegam perto de 0°C. Na Cordilheira, onde estão Las Leñas e os centros de esqui, os termômetros caem para -10°C ou menos com o fator vento.
    • Bariloche e Patagônia Norte: julho e agosto costumam ter máximas entre 4°C e 8°C e mínimas abaixo de 0°C. Com vento, a sensação térmica desce para -5°C ou menos. Neve, geada e dias nublados são a norma, não a exceção.
    • El Calafate: frio intenso e vento constante. Mínimas entre -3°C e -8°C em julho não são raras. O vento no entorno do Perito Moreno é persistente e forte, mais do que em muitos outros pontos da Patagônia.
    • Ushuaia: o destino mais frio do roteiro turístico argentino, com mínimas de -5°C e máximas de 2°C a 4°C. As rajadas de vento podem superar a marca de 60 km/h. A terceira camada impermeável corta-vento não é opcional.
    • Salta e Noroeste: uma realidade à parte. Os dias chegam a 20°C, as noites ficam em torno de 5°C a 8°C. O inverno no Norte argentino é seco e ensolarado, e essa é justamente a melhor época do ano para a região.

    Melhores cidades para conhecer no inverno na Argentina

    Um aviso antes da lista: evite tentar combinar sul e norte em uma única viagem de 7 dias

    As distâncias são enormes e os voos internos têm preços que sobem bastante quando comprados em cima da hora. 

    O melhor a fazer é planejar por região, montando um itinerário que faça sentido real:

    Bariloche

    Bariloche é o destino de inverno mais conhecido da Argentina, abriga o Cerro Catedral, a maior estação de esqui do continente, além de lagos, montanhas nevadas e gastronomia irresistível. 

    Mas atenção: as distâncias são grandes. Rodar 1.200 km em 5 dias de passeio não é exagero. 

    • Época ideal: julho e agosto.
    • Perfil: famílias, casais, esquiadores de todos os níveis.

    ➤ Dica prática: Bariloche cresceu muito nos últimos anos. Quem foi há 10 anos e volta hoje vai encontrar uma cidade mais lotada e mais barulhenta. Para quem nunca foi, ainda vale muito. Para quem busca exclusividade, outras opções da lista fazem mais sentido.

    San Martín de los Andes

    San Martín de los Andes é a alternativa mais charmosa para quem quer fugir do ritmo de Bariloche. 

    Cidade menor, com arquitetura mais cuidada, ruas tranquilas e o Lago Lácar como cenário. O Cerro Chapelco é a estação de esqui da região, menor que a Catedral e com menos fila.

    • Época ideal: julho e agosto.
    • Perfil: casais, quem busca charme e tranquilidade.

    ➤ Dica prática: se você já foi à Bariloche e quer tentar algo diferente, San Martín é a resposta certa. Se é sua primeira viagem e quer maximizar o leque de opções, Bariloche ainda tem mais para oferecer em infraestrutura.

    Ushuaia

    Ushuaia tem frio severo, logística cara e a sensação de estar no extremo sul do planeta. 

    O Cerro Castor tem a temporada de neve mais longa do país, e você ainda pode visitar o Parque Nacional Terra do Fogo e fazer passeios pelo Canal de Beagle.

    • Época ideal: julho a setembro.
    • Perfil: aventureiros, casais, quem quer algo genuinamente diferente.

    El Calafate e Glaciar Perito Moreno

    El Calafate no inverno é um destino subestimado. 

    As passarelas do Perito Moreno ficam com menos gente, o cenário com neve ao redor é bonito e o barulho dos blocos de gelo desabando na água tem outro peso quando o entorno está silencioso.

    • Época ideal: junho a agosto.
    • Perfil: amantes de natureza, aventureiros.

    ➤ Dica prática: o centro da cidade não tem muito a oferecer além de restaurantes e lojas de souvenir. A experiência é o glaciar. Programe ao menos dois dias na região e não vá esperando uma cidade vibrante.

    Villa La Angostura

    Villa La Angostura é a opção mais exclusiva da Patagônia Norte, a 80 km de Bariloche. 

    Menor, mais cuidada, com o Cerro Bayo como estação de esqui e uma atmosfera de pousada europeia no sul do mundo. Perfeita para quem quer neve sem movimento de cidade grande.

    • Época ideal: julho e agosto.
    • Perfil: casais, lua de mel, quem valoriza tranquilidade.

    Mendoza

    No inverno, Mendoza oferece frio seco, vinícolas abertas e gastronomia boa, e a Cordilheira com neve de alta qualidade para esqui avançado em Las Leñas.

    • Época ideal: julho e agosto (Las Leñas); junho a setembro (cidade e vinícolas).
    • Perfil: enófilos, esquiadores experientes.

    Salta

    O inverno é, sem discussão, a melhor época para ir a Salta

    O Valle de Humahuaca com neve ao fundo, a arquitetura colonial e a culinária (locro, tamales, empanadas diferentes das de Buenos Aires) fazem de Salta uma surpresa agradável.

    • Época ideal: junho a agosto.
    • Perfil: cultura, gastronomia, paisagens únicas.

    Córdoba

    Fria, animada e mais acessível do que os destinos do Sul, Córdoba tem boa gastronomia, vida universitária intensa e serve como ponto de partida para cidades serranas como Villa Carlos Paz. 

    Não tem neve na cidade, mas o inverno é agradável (6°C a 14°C). 

    • Época ideal: junho a agosto.
    • Perfil: viagem de custo-benefício, combinação com roteiro mais longo.

    Onde esquiar na Argentina: principais centros de esqui

    É possível esquiar na Argentina, e muito bem. 

    O país concentra algumas das melhores estações da América do Sul, distribuídas entre a Patagônia e os Andes. 

    A escolha certa depende do seu nível, orçamento e o que você espera da experiência além das pistas.

    Estação Localização Temporada Perfil Preços médios Ski Day Pass (2026)
    Cerro Catedral Bariloche Julho – setembro A maior da América do Sul; ótima para todos os níveis Entre R$ 450 e R$ 900
    Cerro Castor Ushuaia Junho – outubro Temporada mais longa; neve consistente Entre R$ 500 e R$ 1.000
    Las Leñas Interior de Mendoza Julho – setembro Neve powder; pistas técnicas; perfil avançado Entre R$ 550 e R$ 1.100
    Cerro Chapelco San Martín de los Andes Julho – setembro Menor, menos fila, mais tranquilo Entre R$ 400 e R$ 800
    Cerro Bayo Villa La Angostura Julho – setembro Pequeno e exclusivo; ideal para casais Entre R$ 450 e R$ 850
    Cerro La Hoya Esquel Julho – agosto O mais barato; indicado para iniciantes e famílias Entre R$ 250 e R$ 600

    Cerro Catedral (Bariloche)

    É o mais completo e o mais lotado. Nos fins de semana de julho e agosto, as filas para o teleférico podem consumir horas da sua manhã. 

    ➤ A dica de quem conhece: chegue antes das 9h para pegar as primeiras subidas sem espera longa.

    Las Leñas (Mendoza)

    Atrai esquiadores experientes que vão especificamente pela qualidade da neve e pela dificuldade das pistas

    O problema é a localização, a quase 5 horas de carro a partir de Mendoza. É um destino que faz sentido quando o foco principal é o esqui, não a cidade.

    Cerro La Hoya (Esquel)

    Em Esquel está o segredo que os guias mainstream costumam ignorar. 

    A neve seca de qualidade, preços consideravelmente menores que Bariloche e uma atmosfera sem o estresse das grandes estações fazem dele uma ótima opção para famílias e iniciantes.

    Cerro Bayo (Villa La Angostura)

    Uma opção de estilo boutique, muito charmosa e reservada, focada em famílias e casais que priorizam um ambiente requintado longe do burburinho de Bariloche. 

    É uma opção com bom custo-benefício e menos cara de turismo de massa.

    Cerro Castor (Ushuaia)

    Posicionado no extremo sul do planeta, este centro oferece a temporada de neve mais extensa da Argentina, avançando com qualidade até outubro devido ao clima austral estável. 

    Chapelco (San Martín de los Andes)

    A estação oferece um visual estarrecedor com vista direta para o Lago Lácar, unindo excelente estrutura de pistas a um clima de vilarejo alpino muito aconchegante. 

    É uma boa opção para viagens românticas ou em família.

    O que fazer no inverno na Argentina além do esqui

    Esportes de neve são um atrativo central, mas o inverno argentino oferece muito mais. Parte do que o torna tão especial é exatamente o que acontece quando você sai das pistas:

    • Trilhas de inverno e caminhadas na neve: em Bariloche, trilhas como o Cerro Llao Llao e o Circuito Chico ficam cobertas de neve em julho e têm uma beleza que a maioria das fotos não consegue capturar direito. Não precisa ser esquiador para aproveitar, basta ter as botas adequadas e as camadas certas.
    • Gastronomia e vinho: fondue em Bariloche, locro em Salta, asado com Malbec numa noite de julho em Mendoza. O inverno argentino tem uma relação íntima com a comida. Em Mendoza, as vinícolas oferecem experiências especiais de harmonização que valem a reserva com antecedência.
    • Glaciar Perito Moreno: um dos espetáculos naturais mais impressionantes do planeta funciona o ano inteiro, mas o inverno tem um apelo à parte: menos gente nas passarelas, neve ao redor e o barulho do gelo rachando no silêncio patagônico. Simplesmente inesquecível.
    • Buenos Aires (teatro, tango e museus): o inverno na capital é uma excelente época para a agenda cultural. Teatro Colón, MALBA, feiras em San Telmo, shows de tango, tudo com menos lotação e sem calor sufocante. Os bares e restaurantes são aquecidos, e a vida noturna não para por causa do frio.
    • Fauna e navegação em Ushuaia: os passeios de barco no Canal de Beagle permitem ver pinguins, lobos-marinhos e aves marinhas no habitat natural mesmo no inverno. O frio é intenso durante a navegação, mas a experiência justifica cada camada de roupa.
    • Contemplação de paisagens naturais monumentais: seja nos fiordes gelados do Canal de Beagle, nas passarelas do Glaciar Perito Moreno em El Calafate ou nas Cataratas do Iguaçu pelo lado argentino, prepare-se para uma experiência fantástica. Os passeios são muito mais confortáveis sem o calor do verão.

    Roteiros de inverno na Argentina: sugestões práticas

    Nem todo roteiro de inverno na Argentina funciona para todo tipo de viajante. 

    Tem gente que quer neve o dia inteiro, outros preferem equilibrar frio com gastronomia, e há quem descubra que encaixar Buenos Aires, Patagônia e Mendoza em poucos dias vira mais tempo em aeroporto do que aproveitando os destinos. 

    Os roteiros abaixo ajudam a visualizar o que realmente cabe em cada viagem sem deixar o itinerário cansativo:

    Roteiro 7 dias (Buenos Aires + Bariloche)

    Esse é o roteiro mais clássico para quem quer combinar cidade grande com neve sem fazer deslocamentos exagerados

    Funciona especialmente bem para a primeira viagem de inverno na Argentina.

    • Dias 1 e 2 (Buenos Aires): chegada, acomodação, bairro de Palermo e San Telmo. Teatro Colón ou show de tango à noite. Gastronomia portenha.
    • Dias 3 a 7 (Bariloche): voo doméstico (aprox. 2h). Cerro Catedral para esqui ou passeio na neve, Circuito Chico, Hotel Llao Llao, chocolate e fondue. Reserve um dia para passeios de barco nos lagos.

    Roteiro 10 dias (Ushuaia + El Calafate)

    Aqui o foco já muda completamente. 

    É um roteiro mais intenso, frio e voltado para paisagens naturais, para quem quer viver a Patagônia argentina de verdade no inverno.

    • Dias 1 e 2 (Buenos Aires): conexão e descanso após o voo.
    • Dias 3, 4 e 5 (Ushuaia): Cerro Castor para esqui, Parque Nacional Terra do Fogo, passeio de barco no Canal de Beagle.
    • Dias 6 e 7 (traslado El Calafate): voo de aproximadamente 1h. Tarde livre para se ambientar.
    • Dias 8 e 9 (El Calafate): Glaciar Perito Moreno, passarelas, observação do gelo. Se possível, reserve o Trekking no gelo (Mini Trekking) com antecedência.
    • Dia 10 (Buenos Aires): voo de conexão para o Brasil.

    Roteiro 7 dias (Buenos Aires + Mendoza)

    Para quem prefere um inverno mais gastronômico e menos focado em neve, Mendoza funciona muito bem. 

    O clima é mais seco, os dias costumam ter sol e a experiência gira em torno de vinhos, paisagens e restaurantes excelentes.

    • Dias 1 e 2 (Buenos Aires): cultura, gastronomia, tango.
    • Dias 3 a 7 (Mendoza): voo doméstico (aprox. 1h30). Rota dos vinhos com visita a 2 ou 3 vinícolas, passeio pela Alta Montaña (estrada com vistas da Cordilheira), Las Leñas para esqui.

    O que levar na mala para o inverno na Argentina

    A diferença entre passar frio durante toda a viagem e aproveitar de verdade está, em grande parte, no que vai na mala. 

    O erro mais comum de quem viaja do Brasil é comprar roupas “de inverno” de marcas brasileiras genéricas achando que vão funcionar abaixo de 5°C. 

    Na maioria dos casos, não funcionam, e descobrir isso em Bariloche não tem graça.

    O sistema de camadas é a solução que funciona de verdade:

    • 1ª camada (segunda pele): blusa e calça térmicas justas, de material técnico. A Decathlon tem linhas de segunda pele para esqui (Quechua) com preço acessível e desempenho muito acima da média.
    • 2ª camada (isolante): fleece, lã merino ou casaco puffer leve. É essa camada que retém o calor gerado pelo corpo.
    • 3ª camada (proteção): casaco impermeável e corta-vento. Essa é a camada que faz tudo funcionar quando tem vento ou neve. Sem ela, as duas primeiras camadas perdem eficiência rapidamente.

    ➤ Uma observação importante para quem vai só a Buenos Aires: o frio úmido da cidade, combinado com vento, tem uma sensação térmica bem abaixo do termômetro. Não subestime a terceira camada achando que “apenas 10°C não precisa de corta-vento”.

    ➤ Acessórios e itens que fazem diferença real

    Para quem vai fazer algum passeio nas geleiras (como o Mini Trekking no Perito Moreno), as operadoras fornecem crampones (garras de metal que prendem na bota). 

    Veja outros acessórios indispensáveis:

    • Luvas impermeáveis (com compatibilidade touchscreen nos dedos).
    • Gorro que cubra as orelhas.
    • Cachecol (o pescoço perde muito calor e faz diferença).
    • Botas com sola antiderrapante e impermeável — não tênis de tecido.
    • Meias de lã ou térmicas.
    • Protetor solar FPS alto (a neve reflete UV com intensidade).
    • Hidratante labial e para a pele (o frio seco resseca muito, especialmente no sul).
    • Remédios para resfriado, gripe e dor de cabeça.
    • Documento do seguro viagem impresso ou salvo offline no celular.

    Quanto custa viajar para a Argentina no inverno?

    A seguir estão listados os preços médios estimados de gastos com base na realidade de mercado atual para a temporada fria:

    Item de gasto Preço médio estimado Observações / Região
    Hospedagem em Buenos Aires (diária) R$ 200 a R$ 600 Considerada a região mais econômica para estadia.
    Hospedagem em Bariloche (diária) R$ 400 a R$ 1.200 Destino mais caro da temporada de inverno.
    Hospedagem Semanal Geral Menos de R$ 3.000 Valor médio praticado para boas acomodações.
    Alimentação (Almoço para 2 pessoas) Cobre cerca de R$ 220 Média por refeição; o gasto diário total para o casal costuma dobrar esse valor.
    Aluguel de Carro (Bariloche e arredores) Cerca de R$ 1.000 por 5 dias Estimativa para deslocamentos longos de aproximadamente 1.200 km.
    Combustível (Gasolina) Cerca de R$ 400 por 5 dias Custo médio de abastecimento para o período de circulação na região.

    Planejamento financeiro e o novo cenário de câmbio em 2026

    Esqueça aquela velha história de que viajar para a Argentina exige carregar notas de pesos trocados no mercado paralelo das chamadas “cuevas”. 

    Em 2026, a realidade econômica do país vizinho passou por uma forte estabilização, e a diferença de cotação entre o dólar paralelo (blue) e o câmbio oficial encolheu para uma margem irrisória de apenas 2% a 5%. 

    Não perca horas em filas de casas de câmbio para ganhar trocados. A melhor tática é concentrar seus gastos em cartões internacionais (como Wise ou Nomad), que faturam os gastos de débito convertendo os valores pela taxa do câmbio MEP. 

    ➤ Segredo valioso de economia na Argentina (a isenção do IVA): ao quitar suas despesas de hospedagem diretamente com cartões de crédito ou débito emitidos fora da Argentina, você recebe a isenção imediata do imposto IVA (equivalente a 21% de desconto sobre o valor das diárias), uma economia gigantesca no orçamento total.

    Não se esqueça do seguro viagem para a Argentina!

    Esportes de neve parecem controlados, mas geram quedas, torções, fraturas e situações que podem exigir evacuação médica de áreas remotas. 

    Uma internação ou cirurgia na Argentina sem cobertura pode resultar em uma dívida de milhares de dólares

    E mesmo quem não vai esquiar está exposto: pisos escorregadios, quedas em trilhas nevadas, hipotermia e infecções respiratórias são riscos reais quando as temperaturas ficam abaixo de zero.

    Veja o que o seguro precisa cobrir para uma viagem de inverno:

    • Despesas médicas e hospitalares: cobertura mínima recomendada é de USD 30.000; para esportes de neve, prefira planos com cobertura mais alta.
    • Cobertura específica para esportes de neve: não está inclusa automaticamente em todos os planos básicos; verifique antes de contratar.
    • Evacuação médica de emergência: especialmente importante em destinos remotos como Ushuaia, El Calafate e Las Leñas.
    • Cancelamento ou atraso de voo.
    • Extravio de bagagem.
    • Perda ou dano de equipamentos de esqui alugados (alguns planos cobrem; confirme).

    Uma armadilha que muita gente cai, é contratar um seguro básico sem verificar se a cobertura de esportes de neve está incluída. 

    A apólice pode ser válida legalmente na fronteira, mas não cobrir o que é necessário. Por isso, leia sempre as condições.

    Aqui no Seguros Promo, você compara os planos de seguro viagem das principais seguradoras do mercado em uma única cotação, com filtros por cobertura, preço e tipo de atividade, incluindo as específicas para esportes de neve. É rápido e transparente!

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    Perguntas frequentes sobre o inverno na Argentina

    Quer saber mais sobre o inverno na Argentina? Então, confira nossa FAQ com as principais dúvidas dos viajantes e se prepare da melhor forma!

    Como é o inverno na Argentina?

    Varia muito por região. Em Buenos Aires, é frio e úmido (8°C a 15°C). Na Patagônia (Bariloche, Ushuaia), é rigoroso com neve, vento e temperaturas negativas. Em Mendoza, é frio seco com dias ensolarados. No Norte (Salta), é seco, ensolarado e agradável.

    Qual a melhor época para ir à Argentina?

    Para neve e esqui: julho e agosto. Para o Norte argentino (Salta, Jujuy), junho a agosto. Para Buenos Aires, qualquer época do ano, mas o inverno tem programação cultural excelente e temperaturas mais agradáveis que o verão. 

    Qual a temperatura no inverno em Buenos Aires?

    Máximas entre 12°C e 15°C; mínimas entre 8°C e 10°C. A combinação de umidade e vento faz a sensação térmica cair bastante. Por isso, esteja preparado para dias que parecem mais frios do que o termômetro indica.

    É obrigatório ter seguro viagem para entrar na Argentina?

    Sim. O seguro viagem é obrigatório desde maio de 2025. Viajantes sem seguro podem ser barrados na fronteira.

    Dá para esquiar na Argentina?

    Sim. A Argentina tem alguns dos melhores centros de esqui da América do Sul: Cerro Catedral, Cerro Castor, Las Leñas, Chapelco e Cerro La Hoya (Esquel). 

    Vale a pena visitar a Argentina no inverno?

    Sim, e, para muitos visitantes, é a melhor época. Para neve, esqui e destinos patagônicos, o inverno é a estação principal. Para o Norte argentino, é quando o clima favorece mais a visita.

    Brasileiros precisam de visto para entrar na Argentina?

    Não. Brasileiros entram com RG original com menos de 10 anos de emissão ou passaporte. Nenhum visto é necessário.


    Saiba mais sobre a Argentina:

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