Viagem para a Islândia: guia completo para turistas!
Veja como preparar uma viagem para a Islândia. Confira nosso guia completo com as principais informações e dicas sobre o país europeu.
Descobrir o que fazer na Islândia é menos sobre marcar pontos em um mapa e mais sobre entender o ritmo de um país onde a estrada, o clima e a luz do dia decidem seu roteiro por você.
Entre geleiras que descem até o mar, campos de lava recém-formados e cachoeiras que você escuta antes de ver, a ilha nórdica virou destino obrigatório para quem busca paisagens inacreditáveis.
Ao longo deste guia, você vai descobrir quanto custa viajar para a Islândia, qual é a melhor época para visitar o país, se brasileiros precisam de visto, quais despesas pesam no orçamento e quais experiências merecem entrar no roteiro. Boa leitura!
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Viaje para a Islândia com tranquilidade desde o planejamento
Uma viagem para a Islândia exige um investimento considerável.
Hospedagem, aluguel de carro, passeios em geleiras e até um simples atendimento médico podem custar muito mais do que a maioria dos brasileiros está acostumada a pagar em outros destinos.
Como o país faz parte do Tratado de Schengen, o seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros para despesas médicas é obrigatório.
Além de cumprir essa exigência, a apólice protege contra situações comuns em um destino onde o clima pode mudar rapidamente, como:
- Cancelamentos;
- Atrasos de voos;
- Acidentes em trilhas;
- Extravio de bagagem;
- Despesas médicas de alto valor e mais.
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As coberturas e preços aparecem lado a lado, de forma transparente, facilitando a escolha da opção com o melhor custo-benefício.
O que fazer na Islândia: roteiros que valem o tempo
A pergunta que todo visitante faz é se dá pra ver tudo na Islândia em uma semana, e a resposta é simples: não.
Quem já rodou a Ring Road sabe que um trecho de 200 km pode levar o dobro do tempo esperado porque você vai parar em cada mirante, esperar um caminhão na pista única ou outros imprevistos.
Para poupar tempo e dinheiro, confira as atrações que não podem faltar num roteiro pelo país.
Círculo Dourado: o clássico que merece mais do que uma visita rápida
O trio Þingvellir, Geysir e Gullfoss forma o roteiro mais vendido em pacotes de um dia saindo de Reykjavík.
O erro comum aqui é tratar os parques como paradas rápidas.
Para entender lugares como Þingvellir, o ideal é reservar de 3 a 5 horas, principalmente se quiser encaixar um mergulho na fenda de Silfra.
Costa Sul: a rota mais eficiente para quem tem poucos dias
Se o tempo é curto, a Costa Sul entrega a melhor relação entre quilômetros rodados e cenário por metro quadrado.
Seljalandsfoss permite caminhar por trás da própria queda d’água, Skógafoss impressiona pela trilha que sobe até o topo e a praia de areia preta de Reynisfjara é o principal cenário de fotos no país. Muita beleza em pouco espaço!
Jökulsárlón e Diamond Beach: vale a viagem, mas prepare-se para dirigir
Chegar à lagoa glacial de Jökulsárlón e à praia de diamantes ao lado costuma significar 6 a 8 horas de estrada desde Reykjavík, boa parte dela atrás de caminhões a 70 km/h numa pista de mão única.
Vale a pena? A resposta divide opiniões.
Os blocos de gelo encalhados na areia escura compensam o cansaço, mas só se você programar pelo menos uma noite de hospedagem na região, transformando o bate-volta em dois dias tranquilos, com parada nas cachoeiras e no cânion de Fjaðrárgljúfur no caminho.
Blue Lagoon ou lagoa termal islandesa de verdade?
Poucos temas dividem opiniões quanto a Blue Lagoon.
De um lado, é a experiência mais fotografada do país, a 20 minutos do aeroporto de Keflavík. Do outro, há quem diga que qualquer piscina termal islandesa entrega a mesma experiência por uma fração do preço.
Quem faz essa escolha por economia recomenda a Sky Lagoon, mais próxima de Reykjavík e com vista do mar, ou piscinas como a Laugardalslaug.
➤ ATENÇÃO: a sílica da água deixa o cabelo áspero. Use condicionador antes de entrar e evite molhar os fios se puder.
Reykjadalur, geleiras e o interior menos óbvio
Para sair do roteiro padrão, o vale de Reykjadalur abriga um rio termal onde você se banha em águas quentes e naturais, em meio a colinas verdes (embora a caminhada dure cerca de 1 hora só de ida).
Já uma caminhada guiada sobre uma língua glacial, como a do Sólheimajökull, costuma durar entre 2 e 3 horas, mas vale reservar mais tempo para explorar fendas e formações de gelo que os grupos rápidos não alcançam.
Quanto custa uma viagem para a Islândia?
Quase todas as transações são feitas por cartões de crédito ou multimoedas. Você pode passar semanas sem ver uma única cédula de coroa islandesa (ISK).
O grande desafio do orçamento não está nos passeios em si, mas na alimentação e nos serviços básicos.
Para que você monte uma planilha realista, listamos os custos médios de itens essenciais:
| Despesa | Preço médio (2026) |
|---|---|
| Hospedagem econômica | € 120 a € 180 por noite |
| Hotel 3 estrelas | € 220 a € 340 por noite |
| Hotel 4 estrelas | € 350 a € 600 por noite |
| Refeição simples | € 22 a € 35 |
| Restaurante intermediário | € 45 a € 75 por pessoa |
| Litro da gasolina | € 2,05 a € 2,35 |
| Aluguel de carro compacto | € 70 a € 130 por dia |
| Entrada da Blue Lagoon | A partir de € 80 |
| Sky Lagoon | A partir de € 72 |
Quanto custa 7 dias na Islândia?
Para um roteiro clássico de uma semana contornando o sul e parte do oeste, um casal de viajantes sem luxos deve estimar um custo médio de €1.500 a €2.000, excluindo as passagens aéreas.
Esse valor engloba o aluguel de um carro, combustível, hospedagens (estilo guesthouses com cozinha compartilhada) e alimentação com lanches rápidos.
Se o seu plano incluir hotéis mais estruturados e jantares diários em restaurantes, essa conta facilmente ultrapassa os €3.500 semanais.
A Islândia é um país caro?
Sim, a Islândia ostenta um dos custos de vida mais elevados da Europa, impulsionado pela sua geografia insular e impostos pesados sobre importação.
Contudo, quase 90% das maiores atrações naturais do país são totalmente gratuitas, cobrando apenas pequenas taxas de estacionamento que ficam em torno de €5 a €8.
Como economizar no país?
- Abasteça suas provisões exclusivamente nos supermercados da rede Bónus, que possuem os preços mais acessíveis do país.
- Nunca gaste dinheiro comprando água mineral engarrafada: a água das torneiras islandesas é considerada uma das mais puras do mundo.
- Não compre bebidas alcoólicas nos bares ou lojas Vínbúðin. Fica muito mais barato adquirir cerveja e vinho no Duty Free do aeroporto de Keflavík.
Qual é a melhor época para ir para a Islândia?
Compreender a oscilação dos termômetros evita o erro clássico de levar roupas inadequadas para onde o clima muda drasticamente em minutos.
Para não ser pego de surpresa, confira as médias históricas de cada período antes de decidir a data da sua viagem:
| Estação | Média mínima | Média máxima | O clima na prática |
|---|---|---|---|
| Verão (junho a agosto) | 8°C | 15°C | Dias intermináveis com o sol da meia-noite. O clima é mais ameno, mas o quebra-vento continua indispensável. |
| Meias estações (abril, maio e setembro) | 3°C | 10°C | Transição rápida. Você pode pegar um dia ensolarado e, poucas horas depois, enfrentar chuva gelada e névoa densa. |
| Inverno (outubro a março) | -5°C | 2°C | O frio não é tão extremo quanto muitos imaginam, mas as nevascas e ventos que podem ultrapassar 100 km/h deixam a sensação térmica muito baixa. |
Como é o verão na Islândia: conheça o sol da meia-noite
Quem visita a Islândia entre junho e agosto entende por que essa é a alta temporada.
O famoso sol da meia-noite faz com que escureça apenas por poucas horas (em algumas regiões, nem isso acontece completamente).
Na prática, isso significa que o dia rende muito mais. É perfeitamente possível jantar às dez da noite com luz natural ou visitar uma cachoeira às nove da noite sem precisar de lanterna.
Isso muda o ritmo da viagem. Muitos deixam atrações mais concorridas para o fim da noite, quando ficam quase vazias. Também é nessa época que algumas áreas inacessíveis durante o inverno reabrem, como as estradas das Terras Altas (Highlands).
Por outro lado, é o período mais caro do ano, com hotéis lotados, carros de aluguel escassos e preços altos se a reserva for feita em cima da hora.
Vale a pena viajar no inverno apenas para ver a aurora boreal?
Depende da sua expectativa. A aurora boreal não é um espetáculo programado.
Algumas pessoas têm a sorte de observá-la na primeira noite, enquanto outras passam uma semana inteira sem vê-la por causa das nuvens.
Vale a pena encarar o fenômeno como um bônus, e não como o único motivo para visitar a Islândia.
Assim, mesmo que o céu não colabore, você ainda terá geleiras, praias vulcânicas, cachoeiras congeladas e fontes termais que impressionam em qualquer estação.
Como chegar à Islândia?
Não existem voos diretos do Brasil para o Aeroporto Internacional de Keflavík (KEF), que fica a 50 minutos da capital Reykjavík.
As rotas mais frequentes saindo de São Paulo ou Rio de Janeiro passam por capitais como Lisboa (TAP), Londres (British Airways), Paris (Air France) ou Frankfurt (Lufthansa).
Depois, você pode usar companhias como a Icelandair ou a low-cost islandesa Play Airlines.
Dicas práticas sobre a Islândia
Conhecer os detalhes sobre o país antes de embarcar ajuda a aproveitar muito mais a viagem. Abaixo, confira algumas dicas essenciais sobre a Islândia:
- Alugar um carro vale a pena: sim, pois as excursões limitam a liberdade de explorar no seu próprio ritmo. Um carro atende bem a Ring Road no verão, mas o 4×4 é indispensável no inverno e nas Highlands. O segredo é monitorar os alertas diários de fechamento de estradas por nevasca.
- O vento islandês (o verdadeiro vilão): rajadas que passam de 80 km/h são comuns e costumam arrancar portas de carros, um dano caríssimo ignorado pelos seguros padrão das locadoras. Estacione sempre de frente para o vento, segurando a maçaneta firmemente com as duas mãos ao sair.
- Não subestime as distâncias: a velocidade média na ilha é baixa, as pistas são únicas e o tempo voa entre achar vagas, pagar taxas e caminhar até a atração. Monte o dia focado em três ou quatro prioridades em vez de tentar visitar dezenas de atrativos.
- Sólheimasandur talvez não valha a caminhada: se o seu tempo for curto, não vale a pena. São 7 km de caminhada sob vento forte apenas para ver uma carcaça de metal. Melhor investir em Skógafoss ou Diamond Beach.
- Blue Lagoon ou piscina pública: a Blue Lagoon é um cartão-postal imponente, mas é artificial, cara (mais de €80) e costuma ficar lotada. Para imersão cultural, relaxamento e economia, vá às piscinas municipais junto com os moradores.
- Cuidado em Reynisfjara: a praia de areia preta esconde as perigosas sneaker waves, ondas violentas que surgem do nada na linha d’água e arrastam turistas para a correnteza. Mantenha distância da espuma do mar e nunca dê as costas ao oceano para tirar uma selfie.
- Conectividade (segurança em tempo real): ter internet é vital para monitorar os alertas de segurança dos sites road.is e vedur.is, cujas atualizações de segurança mudam a cada hora. Economize recusando o Wi-Fi oferecido pelas locadoras de veículos e use um eSIM internacional.
- Moeda e pagamentos (economia 100% cashless): o país é totalmente digital e aceita cartões por aproximação até para pagar banheiros públicos em trilhas isoladas, tornando o saque de papel-moeda um erro. Use cartões multimoedas para fugir das taxas abusivas.
Precisa de visto para ir na Islândia?
Brasileiros não precisam de visto para viajar à Islândia a turismo por até 90 dias, desde que a permanência esteja dentro do limite permitido pelo Tratado de Schengen.
Isso, porém, não significa que basta comprar a passagem e embarcar. Na imigração, o agente pode solicitar documentos que comprovem o objetivo da viagem e a capacidade financeira do visitante:
| Documento | É obrigatório? |
|---|---|
| Passaporte válido | Sim |
| Passagem de saída do Espaço Schengen | Sim |
| Comprovantes financeiros | Podem ser solicitados |
| Reserva de hospedagem ou carta-convite | Pode ser solicitada |
| Seguro viagem com cobertura mínima de € 30 mil | Sim |
ETIAS: preciso me preocupar em 2026?
Sim. A partir do último trimestre de 2026, brasileiros que hoje entram sem visto também precisarão solicitar uma autorização eletrônica (ETIAS) antes do embarque.
O documento não é um visto, mas uma autorização prévia para entrar em diversos países europeus, incluindo a Islândia.
O pedido é feito online, leva poucos minutos para ser preenchido e, na maioria dos casos, a resposta é emitida rapidamente.
Não se esqueça do seguro viagem para a Islândia!
A Islândia possui um excelente sistema de saúde, mas ele não é gratuito para turistas. Um atendimento simples pode custar centenas de euros, e remoções em áreas remotas podem gerar despesas maiores.
Quem pretende caminhar sobre geleiras, fazer trilhas em regiões isoladas, explorar cavernas de gelo ou dirigir por estradas afastadas deve prestar ainda mais atenção às coberturas da apólice.
Nem todos os seguros incluem esportes de aventura ou atividades em ambientes naturais, e esse detalhe merece ser verificado antes da contratação.
Aqui no Seguros Promo, em uma única pesquisa, você visualiza preços, benefícios e condições de forma transparente.
Assim, você encontra um bom plano por um excelente custo-benefício!
Perguntas frequentes sobre a Islândia
Para evitar surpresas durante a sua viagem, separamos as principais dúvidas e respostas sobre a Islândia. Veja só!
Quantos dias são ideais para conhecer a Islândia?
Sete dias permitem explorar Reykjavík, o Círculo Dourado e a costa sul com tranquilidade. Para percorrer toda a Ring Road sem transformar a viagem em uma maratona ao volante, o ideal é reservar entre 10 e 14 dias.
É possível ver a aurora boreal em qualquer época?
Não. A aurora boreal costuma ser visível apenas entre setembro e março, sempre dependendo de céu limpo e atividade solar. Mesmo nesse período, não existe garantia de observação.
A Islândia é segura para turistas?
Sim. O país é considerado um dos mais seguros do mundo em relação à criminalidade. Os maiores riscos estão ligados às condições naturais, como mudanças bruscas no clima, ondas fortes, gelo nas estradas e trilhas em áreas remotas.
Dá para conhecer a Islândia sem alugar carro?
Dá, principalmente se o roteiro ficar concentrado em Reykjavík e nos passeios organizados. No entanto, alugar um carro oferece muito mais liberdade e permite acessar lugares onde o transporte público simplesmente não chega.
Qual moeda levar?
A moeda oficial é a coroa islandesa (ISK), mas, na prática, cartões internacionais são aceitos praticamente em todos os estabelecimentos. Muitos viajantes passam a viagem inteira sem utilizar dinheiro em espécie.
Brasileiros precisam de seguro viagem?
Sim. Como a Islândia integra o Espaço Schengen, o seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros para despesas médicas e hospitalares é obrigatório para entrada no país.
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