Viagem para Ásia em 2026: roteiro, dicas e melhores lugares!
Veja como planejar uma viagem para Ásia. Saiba quando ir, como economizar, quais são os melhores destinos e outras dicas imperdíveis.
Uma viagem para Ásia exige desapego dos velhos guias pré-pandemia: o continente mudou muito.
Destinos clássicos, como o sul da Tailândia e Bali, enfrentam uma saturação que exige estratégias para evitar frustrações, enquanto países como Vietnã, China e Sri Lanka se consolidaram como refúgios para quem busca autenticidade.
O segredo para não transformar as férias dos seus sonhos em um teste de resistência está em entender a logística e aceitar que tentar abraçar o Sudeste Asiático e a Ásia Oriental em uma tacada significa passar mais tempo dentro de aeroportos do que explorando.
Este guia foi feito para quem quer planejar uma viagem com orçamento realista, escolhas inteligentes e sem cair nas armadilhas que derrubam a maioria dos roteiros. Veja só!
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Planeje sua viagem para a Ásia com tranquilidade
Muita gente só percebe a importância do seguro viagem quando algo dá errado no meio do roteiro, e na Ásia isso acontece com mais frequência do que parece.
Extravio de mala em conexões longas, intoxicação alimentar, acidentes, internações, cancelamentos de voos e até problemas simples, como perder um trem, podem acontecer e se transformar em prejuízos.
Além disso, vários destinos asiáticos têm medicina privada cara para turistas.
Em lugares como Japão, Singapura e Coreia do Sul, uma consulta simples pode passar dos US$ 150. Já em países do Sudeste Asiático, o custo hospitalar pode parecer menor, mas hospitais internacionais exigem pagamento imediato.
Por isso, comparar planos antes do embarque faz muita diferença, e no Seguros Promo, você consegue visualizar planos específicos para viagens pela Ásia.
É a forma mais prática de alinhar economia e segurança, indispensáveis para desbravar o continente!
Quanto custa uma viagem para a Ásia?
Depende do destino, do estilo de viagem e da época do ano.
Para uma viagem de 15 dias no Sudeste Asiático com estilo de viagem médio, o orçamento total (com passagem inclusa) fica entre R$ 15.000 e R$ 25.000 por pessoa, dependendo dos destinos escolhidos e da época.
E não subestime os gastos com voos internos. Se o roteiro cruzar vários países, os deslocamentos entre eles consomem uma fatia significativa do orçamento.
Planejar a rota otimizando a logística pode economizar entre R$ 1.000 e R$ 3.000.
Veja a seguir algumas estimativas de gastos diários nos principais destinos asiáticos:
| País | Mochileiro | Intermediário | Conforto |
|---|---|---|---|
| Tailândia | US$ 35-60 | US$ 90-160 | US$ 250+ |
| Vietnã | US$ 25-45 | US$ 70-130 | US$ 220+ |
| Japão | US$ 80-140 | US$ 180-350 | US$ 500+ |
| Coreia do Sul | US$ 70-120 | US$ 150-280 | US$ 450+ |
| Indonésia | US$ 35-60 | US$ 90-170 | US$ 300+ |
| Sri Lanka | US$ 30-55 | US$ 80-150 | US$ 250+ |
Passagens aéreas saindo do Brasil
Não existe voo direto do Brasil para nenhum destino asiático.
As conexões costumam passar por Dubai, Doha, Istambul, Europa ou pelos Estados Unidos (o que exige visto americano).
Em 2026, os preços médios estão em torno de:
| Destino | Passagem ida e volta (média) | Observações |
|---|---|---|
| Bangkok (Tailândia) | R$ 6.005 a R$ 7.400 | Mais barato com escala nos EUA (exige visto) |
| Tóquio (Japão) | R$ 6.500 a R$ 9.000 | Alta temporada encarece bastante |
| Vietnã (Hanói/Ho Chi Minh) | R$ 6.000 a R$ 7.500 | Ethiopian e Air China têm boas opções |
| Bali (Indonésia) | R$ 6.200 a R$ 8.000 | Mais opções via Singapore Airlines |
| Pequim/Xangai (China) | R$ 5.500 a R$ 7.000 | Air China tem rotas competitivas |
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Qual a melhor época para ir à Ásia?
Não existe uma única resposta, e quem ignora esse ponto costuma se arrepender.
O Sudeste Asiático tem clima tropical com monções intensas; o Leste Asiático tem estações bem definidas.
Escolher a época errada pode significar praias fechadas, trilhas intransitáveis ou calor de 40°C sem chuva nenhuma para aliviar.
| Região | Melhor período | Temperaturas médias | Por que vale viajar nessa época? |
|---|---|---|---|
| Japão | Março a maio e outubro a novembro | 10°C a 23°C | Clima agradável, baixa umidade e paisagens mais bonitas. Outubro costuma ser mais confortável e menos lotado. |
| Tailândia | Novembro a fevereiro | 24°C a 32°C | É a estação mais seca do país, com calor forte e menos chuva. |
| Indonésia | Maio a setembro | 23°C a 31°C | Estação seca, com melhor visibilidade para mergulho e condições mais estáveis para deslocamentos de barco. |
| Coreia do Sul | Abril, maio, setembro e outubro | 11°C a 25°C | Evita o inverno congelante e o verão extremamente úmido. |
| Sri Lanka | Dezembro a abril (costa sul e oeste) | 26°C a 31°C | Praias do sul e oeste ficam mais ensolaradas e com mar mais calmo. |
| China | Primavera e outono | 10°C a 26°C | Evita extremos climáticos. O verão pode ser muito úmido e lotado, enquanto o inverno traz frio intenso. |
| Vietnã (centro) | Fevereiro a agosto | 24°C a 35°C | Melhor clima nesse período, com mar mais bonito e menos risco de tempestades tropicais. |
| Vietnã (sul) | Dezembro a abril | 25°C a 34°C | Menos pancadas de chuva intensas, evitando o caos da temporada de monções. |
Sudeste Asiático (Tailândia, Vietnã, Camboja, Laos)
- Para tranquilidade: novembro a abril, período com menos chuva e calor suportável. É também a alta temporada, especialmente entre dezembro e fevereiro.
- Menos chuva e preços acessíveis: final de outubro e novembro têm monções se encerrando, e as multidões ainda não chegaram.
- Para economizar ao máximo: maio a outubro (monções) tem chuvas rápidas no fim da tarde, mas saiba que algumas ilhas ficam inacessíveis por ferries cancelados e o mar pode estar agitado.
➤ Atenção ao Vietnã: o país tem dois climas simultâneos. Enquanto o norte seca, o sul pode estar sob monção, e vice-versa. Roteiros que cruzam o país inteiro não escapam das variações.
Indonésia (Bali e outras ilhas)
- Estação seca e alta temporada: maio a outubro (isto é, justamente quando o Sudeste Asiático continental está sob monção). Bali em julho e agosto é lindo, mas lotado.
- Para curtir e economizar: março e abril são as melhores opções, com chuvas apenas no fim da tarde, preços menores e bem menos turistas.
Japão, Coreia do Sul e China
- Estação das cerejeiras: março e abril formam a época da sakura no Japão, que é incrível, mas disputada, com os hotéis esgotados meses antes.
- Para economizar: outubro e novembro são mais acessíveis e entregam clima ameno, com muito menos gente que na primavera.
- Para evitar calor extremo: junho a agosto têm calor intenso em várias regiões, passando de 35°C, com umidade alta. Muita gente subestima e se arrepende.
Roteiros pela Ásia: quais países combinar na mesma viagem?
Uma das decisões mais importantes de uma viagem para Ásia é entender que nem todo roteiro funciona bem.
O continente parece “próximo” no mapa, mas deslocamentos longos, mudanças bruscas de clima e diferenças culturais acabam deixando as viagens muito mais cansativas do que parecem no planejamento.
Na prática, os roteiros que mais funcionam são os que focam em uma única região e exploram os países com calma.
Vietnã + Camboja + Laos (20 a 30 dias): cultura, comida e cidades históricas
O Sudeste Asiático continental entrega uma das experiências culturais mais intensas da Ásia sem exigir um orçamento absurdo, com logística relativamente simples e contrastes interessantes entre si:
- Hanói (4 dias): cafés escondidos, caos urbano e uma das cenas gastronômicas mais fortes da Ásia.
- Hội An (4 dias): lanternas, arquitetura histórica e ritmo mais tranquilo.
- Huế (2 dias): antiga capital imperial vietnamita com forte herança histórica.
- Siem Reap (4 dias): base para explorar Angkor Wat sem correria.
- Luang Prabang (4 dias): cidade budista cercada por montanhas e cachoeiras.
Tailândia + Indonésia (20 a 35 dias): praias, mergulho e ilhas
Tailândia e Indonésia continuam sendo uma das combinações mais populares da Ásia, e fazem sentido para quem quer equilibrar praias, vida noturna, natureza e cultura:
- Bangkok (4 dias): templos, mercados noturnos e comida de rua excelente.
- Chiang Mai (5 dias): gastronomia, cafés e ritmo mais leve que Bangkok.
- Koh Tao (6 dias): mergulho, praias e cursos PADI baratos.
- Bali (10 dias): combine Ubud, Uluwatu e Canggu para experiências diferentes.
- Lombok (4 dias): praias menos lotadas e clima mais tranquilo.
➤ Dica prática: Nusa Penida (Indonésia) é um destino muito fotogênico, mas muita gente se decepciona com filas, trânsito e excesso de turistas em 2026.
Sri Lanka completo (15 a 20 dias): natureza e lugares menos turísticos
O Sri Lanka virou um dos destinos favoritos entre viajantes experientes justamente porque ainda parece menos “montado” para turistas do que partes da Tailândia e Bali:
- Colombo (2 dias): chegada e adaptação ao país.
- Kandy (3 dias): templos budistas e região montanhosa.
- Ella (3 dias): trilhas, cachoeiras e plantações de chá.
- Mirissa (4 dias): praias e observação de baleias.
- Galle (2 dias): cidade colonial charmosa e caminhável.
➤ Dica prática: o trem entre Kandy e Ella é uma das viagens ferroviárias mais bonitas da Ásia. Os assentos próximos à janela acabam rápido, então vale reservar antecipadamente.
Japão + Coreia do Sul (15 a 25 dias): Ásia moderna e infraestrutura impecável
Japão e Coreia do Sul funcionam muito bem juntos porque compartilham logística eficiente, excelente transporte público e uma experiência urbana extremamente organizada:
- Tóquio (6 dias): bairros futuristas, gastronomia e vida urbana intensa.
- Quioto (4 dias): templos, cultura tradicional e ruas históricas.
- Osaka (3 dias): considerada por muitos a melhor cidade gastronômica do Japão.
- Seul (5 dias): cafés, museus, bairros modernos e ótima vida noturna.
- Busan (3 dias): litoral, mercados de peixe e clima mais relaxado.
➤ Dica prática: no Japão, horários fazem diferença. O Fushimi Inari fica muito mais agradável antes das 7h da manhã.
Quanto custa ficar 7 dias na Tailândia?
A Tailândia continua sendo o destino mais procurado do Sudeste Asiático por brasileiros, e por razões óbvias:
- É relativamente fácil de ir;
- Tem boa infraestrutura turística;
- Comida incrível;
- Opções para todos os bolsos.
Mas quanto sai de fato?
Veja as estimativas de custo total para 7 dias (1 pessoa):
| Perfil | Gasto diário (no destino) | Total 7 dias (local) | Passagem | Custo total estimado |
|---|---|---|---|---|
| Econômico | R$ 150 a R$ 260 | R$ 1.050 a R$ 1.820 | ~R$ 6.200 | R$ 7.250 a R$ 8.020 |
| Médio | R$ 440 a R$ 760 | R$ 3.080 a R$ 5.320 | ~R$ 7.000 | R$ 10.080 a R$ 12.320 |
| Confortável | R$ 800 a R$ 1.500 | R$ 5.600 a R$ 10.500 | ~R$ 7.200 | R$ 12.800 a R$ 17.700 |
➤ Passagem aérea (ida e volta, saindo do Brasil): em promoção, é possível encontrar por volta de R$ 6.000 a R$ 6.500. A média, sem pressa na compra, gira entre R$ 7.100 e R$ 7.400.
Hospedagem (por noite, por pessoa):
- Hostel/dormitório: R$ 60 a R$ 150
- Hotel 3 estrelas: R$ 150 a R$ 350
- Hotel 4 ou 5 estrelas: R$ 400 a R$ 1.500
- Resort boutique com piscina: R$ 700 a R$ 2.000+
➤ Alimentação: a comida de rua tailandesa é um dos grandes presentes do destino. Um Pad Thai autêntico numa barraca sai entre R$ 7 e R$ 15. Em restaurantes turísticos, espere pagar entre R$ 40 e R$ 100 por refeição. Comer como um local não é só barato, é melhor.
➤ Transporte interno: o BTS Skytrain em Bangkok custa entre R$ 2 e R$ 25 por trecho. O Grab (equivalente ao Uber local) é confiável e transparente no preço — sempre prefira ao tuk-tuk para trajetos mais longos, pois esses costumam cobrar o dobro de quem não conhece o valor justo.
➤ Passeios: entre R$ 100 e R$ 500 por pessoa, dependendo da atividade.
Dicas para a Tailândia
Confira alguns pontos de atenção que fazem diferença num roteiro Tailândia:
- Saques em caixas eletrônicos: cobram uma taxa fixa de cerca de 220 THB (em torno de R$ 28) por operação. Retirar pequenas quantias várias vezes sai muito mais caro.
- Use cartão internacional: uma estratégia inteligente é usar o cartão Wise para pagamentos diretos no débito, sem taxa de conversão e câmbio do dia.
- Ingresso para o complexo do Grand Palace (Bangkok): custa 500 THB (aproximadamente R$ 75) e a fila no meio da manhã é enorme. Chegue antes das 8h30 da manhã para entrar com menos espera.
- Vale ou não vale a pena visitar a Maya Bay: a praia de “A Praia”, com Leonardo DiCaprio, voltou a receber turistas após anos fechada, mas é pequena, lotada e o acesso é feito por barcos em grupo que chegam todos juntos.
Qual país da Ásia é mais barato para viajar?
O pódio dos destinos mais acessíveis do continente asiático é consistentemente dominado pelo Sudeste Asiático (especialmente Laos, Vietnã e Camboja).
Para efeito de comparação*:
| País | Custo diário (mochileiro) | Custo diário (médio) |
|---|---|---|
| Laos | US$ 17 (≈ R$ 90) | US$ 35 (≈ R$ 185) |
| Vietnã | US$ 25 (≈ R$ 130) | US$ 50 (≈ R$ 260) |
| Camboja | US$ 25 (≈ R$ 130) | US$ 50 (≈ R$ 260) |
| Tailândia | US$ 30 (≈ R$ 160) | US$ 60 (≈ R$ 315) |
| Indonésia | US$ 30 (≈ R$ 160) | US$ 65 (≈ R$ 340) |
| Japão | US$ 80 (≈ R$ 420) | US$ 150 (≈ R$ 790) |
| Singapura | US$ 100 (≈ R$ 525) | US$ 200+ (≈ R$ 1.050+) |
*Câmbio referência: US$ 1 ≈ R$ 5,25. Valores de maio de 2026.
- Vietnã: tende a ser o favorito pelo equilíbrio entre preço baixo e diversidade de experiências. Uma refeição num restaurante barato sai em média US$ 1,90, e um hotel decente pode custar menos de US$ 30 a noite. O orçamento diário para mochileiro fica entre US$ 25 e US$ 35.
- Laos: é ainda mais barato que o Vietnã, com gastos diários possíveis abaixo de US$ 20 para quem viaja de forma simples. A desvantagem é que o destino exige deslocamentos mais longos e tem menos infraestrutura turística.
- Camboja: impressiona pelo custo baixíssimo: hospedagem a partir de R$ 32 a noite, refeições a US$ 3,50 e transporte interno por uma fração do que se paga em países vizinhos.
Visitar o Japão é muito caro?
O Japão tem uma reputação de destino caro que, com o iene desvalorizado, já não corresponde totalmente à realidade.
Em 2026, o câmbio continua favorável ao real, e viajar pelo país de forma econômica é mais viável do que era há alguns anos, especialmente com refeições baratas em lojas de conveniência como a 7-Eleven e ramen shops, com pratos a partir de R$ 25.
Veja uma estimativa de gastos diários no Japão:
| Categoria | Econômico (R$) | Intermediário (R$) | Exemplos práticos |
|---|---|---|---|
| Alimentação | R$ 100 a R$ 150 | R$ 200 a R$ 350 | Konbini, redes de fast food e restaurantes simples vs. restaurantes locais mais famosos, cafeterias e izakayas |
| Hospedagem (por noite) | R$ 150 a R$ 300 | R$ 400 a R$ 800 | Hotéis-cápsula, hostels e business hotels compactos vs. hotéis executivos de redes e hospedagens mais bem localizadas |
| Transporte urbano | R$ 30 a R$ 50 | R$ 50 a R$ 80 | Bilhetes avulsos de metrô e ônibus vs. passes diários e uso ocasional de táxi |
| Atrações e lazer | R$ 35 a R$ 70 | R$ 100 a R$ 250 | Templos gratuitos, parques e bairros históricos vs. museus digitais, observatórios e experiências imersivas |
| Total diário | R$ 315 a R$ 570 | R$ 750 a R$ 1.480 | Valores médios para um roteiro confortável sem incluir deslocamentos longos |
Ásia Oriental ou Sudeste Asiático: qual escolher
Essa é a pergunta de ouro que todo viajante faz ao olhar para o mapa do outro lado do mundo.
Embora sejam regiões vizinhas, a Ásia Oriental e o Sudeste Asiático operam de formas completamente diferentes:
| Critério | Ásia Oriental | Sudeste Asiático |
|---|---|---|
| Orçamento | Médio a Alto (Custo de vida europeu) | Baixo (Um dos mais baratos do mundo) |
| Infraestrutura | Impecável, tecnológica e previsível | Em desenvolvimento, caótica e informal |
| Clima | Quatro estações bem definidas (Lindo outono/primavera) | Tropical, quente e úmido o ano todo (Atenção às monções) |
| Vibe | Neon futurista, templos Zen, cultura Pop e organização | Praias paradisíacas, mercados de rua, templos rústicos e caos |
| Nível de Aventura | Baixo (Excelente para iniciantes/famílias) | Alto (Exige jogo de cintura e desapego) |
Viagem para a Ásia: dicas imperdíveis
Desembarcar no continente hoje sem um choque de realidade digital e burocrático é o primeiro passo para passar perrengue à toa.
O dinamismo das cidades asiáticas mudou, e o que funcionava no passado agora é perda de tempo ou um convite para cair em armadilhas fiscais.
Veja nossas dicas para uma viagem para a Ásia sem sobressaltos:
eSIM para internet antes do desembarque
Ficar caçando Wi-Fi no aeroporto ou depender de quiosques físicos para trocar o chip do celular é coisa de viajante amador.
A agilidade na sua chegada dita o humor do primeiro dia de viagem, principalmente para chamar um transporte ou se localizar sem estresse.
Comprar um chip local no aeroporto ao chegar funciona bem e não é tão caro, mas a alternativa com eSIM (chip digital) evita a fila e permite ativar a internet antes mesmo de desembarcar.
Planos de dados para vários países saem entre R$ 80 e R$ 150 para 30 dias.
O perigo real ao alugar scooters
A imagem de liberdade pilotando uma motinha pelas praias da Indonésia ou nas ilhas da Tailândia esconde uma das maiores fontes de dor de cabeça e prejuízo financeiro para os turistas desavisados.
A fiscalização subiu de nível e a malandragem das locadoras também.
Embora a locação seja barata e informal nas ilhas da Indonésia e Filipinas, as blitze policiais focadas em turistas são frequentes e rendem multas pesadas imediatas.
Você vai precisar da Permissão Internacional para Dirigir (PID) categoria A, carimbada pelas autoridades.
Além disso, em caso de acidentes de trânsito (o famoso “ralado de Bali”), os seguros de viagem recusam a cobertura médica se você estiver conduzindo um veículo motorizado sem a devida licença legal exigida pelo país.
Vale ou não vale a pena visitar a Maya Bay?
A mística em torno da praia que virou cenário de cinema ainda atrai multidões, mas a experiência real mudou drasticamente.
A praia de A Praia, voltou a receber turistas após anos fechada, mas é pequena e lotada.
Se quiser muito ir, vale a pena contratar um barco privado (longtail boat) em Phi Phi Don saindo às 6h da manhã para chegar antes das excursões de Phuket.
Caso contrário, você vai pagar caro para ver mais cabeças do que mar.
Aplicativos locais de transporte contra golpes
Pegar um transporte na saída de um templo ou aeroporto sem usar a tecnologia a seu favor é pedir para pagar o triplo do valor real.
A negociação direta na calçada quase sempre beneficia o motorista, que sabe exatamente como vencer o turista pelo cansaço do calor.
Em países como Vietnã, Tailândia e Filipinas, nunca negocie preços diretamente com motoristas de tuk-tuk ou táxis na porta das atrações turísticas.
O app Grab calcula o valor exato da corrida, cobra direto no seu cartão e elimina suspeitas sobre taxímetro adulterado.
Se precisar usar um táxi convencional em Bangkok, exija sempre o uso do taxímetro (“meter please”). Se o motorista recusar e tentar estipular um valor fixo, simplesmente desça e pegue o próximo carro da fila.
Alimentação nos Hawker Centers e mercados locais
Se o restaurante tem um cardápio com bandeirinhas de vários países ou fotos grandes e plastificadas de comida na porta, você provavelmente está prestes a pagar caro por uma versão sem graça e ocidentalizada do prato.
A melhor gastronomia asiática é a de rua.
Procure comer onde os locais comem e evite qualquer restaurante com cardápio em inglês, português, espanhol ou com fotos plastificadas na entrada.
Em Bangkok, os hawker centers dos bairros residenciais fora da Sukhumvit têm comida tão boa quanto qualquer lugar no centro turístico, por um terço do preço. Um Pad Thai autêntico numa barraca sai entre R$ 7 e R$ 15.
Logística inteligente com voos low cost internos
Cruzar distâncias continentais em ônibus de viagem pode parecer uma economia romântica no papel, mas o cansaço acumulado de 12 ou 14 horas de estrada e os dias perdidos de roteiro cobram um preço que raramente se justifica em termos financeiros.
Companhias de baixo custo como AirAsia, Vietjet e Lion Air dominam o Sudeste Asiático e têm tarifas imbatíveis.
Uma passagem Bangkok-Chiang Mai pela AirAsia pode sair por menos de R$ 100 com antecedência.
O segredo é a flexibilidade de datas: um dia a mais ou a menos no calendário de buscas pode mudar o preço de forma drástica.
Certificação de mergulho (PADI Open Water) em Koh Tao
Se você sempre quis explorar o fundo do mar e tirar sua carteira internacional de mergulho, adiar essa experiência para fazer o curso no Brasil ou no Caribe vai te custar uma pequena fortuna sem necessidade.
A ilha de Koh Tao, na Tailândia, é o lugar mais barato e eficiente do mundo para realizar o curso de certificação de mergulho.
A enorme concorrência entre as escolas faz com que os pacotes incluam acomodação básica gratuita durante a instrução.
Evite as taxas fixas nos caixas eletrônicos (ATMs)
O uso de cartões globais de débito facilitou muito a vida do viajante, mas o Sudeste Asiático ainda é muito dependente de dinheiro vivo, e os bancos locais sabem como morder uma porcentagem do seu dinheiro em cada saque.
Os caixas eletrônicos cobram uma taxa fixa pesada de cerca de 220 THB (em torno de R$ 28) por operação na Tailândia, por exemplo, e retirar pequenas quantias várias vezes ao longo da semana destrói o seu orçamento de forma silenciosa.
O truque para economizar é sacar o valor máximo permitido pelo caixa de uma única vez para diluir essa taxa.
Além disso, use cartão global, como Wise e Nomad, para pagamentos no débito com o câmbio comercial do dia.
Quais documentos preciso para entrar na Ásia?
A burocracia de entrada varia de país para país, e acompanhar as atualizações de vistos é vital para não ser barrado ainda no balcão de check-in da companhia.
Veja o que é necessário para entrar na Ásia:
➤ Passaporte: deve possuir validade mínima de 6 meses a partir da data de entrada em cada país visitado e pelo menos duas páginas totalmente em branco para os carimbos de imigração.
➤ Certificado Internacional de Vacinação: a vacina contra a Febre Amarela é obrigatória e rigorosamente exigida de cidadãos brasileiros na maioria dos países do Sudeste Asiático (como Tailândia, Vietnã, Indonésia e Singapura). Você deve apresentar o certificado físico ou digital logo na chegada, muitas vezes em um balcão específico de controle sanitário (Health Control) antes da fila da imigração principal.
➤ Passagem de saída: quase todas as autoridades asiáticas exigem a comprovação de que você vai deixar o país dentro do prazo legal. Se você pretende viajar sem planos rígidos e comprar passagens de volta de última hora, utilize serviços de reserva temporária de bilhetes (onward tickets) para apresentar uma comprovação válida no embarque e evitar dores de cabeça.
➤ Regras de visto: países como a Tailândia oferecem isenção de visto para turistas brasileiros em estadias de curta permanência (geralmente até 90 dias). Já para o Vietnã, é obrigatório solicitar o E-Visa pela internet com alguns dias de antecedência. Veja as exigências nos principais destinos:
| Destino | Precisa de visto? | Permanência permitida | O que vale saber |
|---|---|---|---|
| Tailândia | Não | Até 90 dias | É obrigatório preencher o TDAC (Thailand Digital Arrival Card) online pelo menos 3 dias antes da viagem. |
| Japão | Não (para passaporte eletrônico com chip) | Até 90 dias | O cadastro no Visit Japan Web agiliza bastante a entrada no país. |
| Vietnã | Sim (e-visa) | Até 90 dias | O e-visa permite múltiplas entradas, custa cerca de US$ 25 e normalmente leva de 3 a 5 dias úteis para aprovação. |
| China | Temporariamente não | Até 30 dias | A isenção bilateral para brasileiros segue válida até 31 de maio de 2026. |
| Camboja | Sim | Até 30 dias | Pode ser feito na chegada (cerca de US$ 30) ou online (US$ 36). |
| Indonésia | Não (em alguns destinos) | Até 30 dias | Bali segue com isenção para brasileiros, mas outras entradas podem exigir visto on arrival. |
| Coreia do Sul | Não | Até 90 dias | Brasileiros entram sem visto para turismo para permanência temporária. |
Qual a melhor moeda para levar para a Ásia?
Leve dólar ou euro do Brasil, nunca real. A cotação do real asiático (baht, dong, riel etc.) contra o real é péssima.
Cartões de débito globais multimoedas funcionam em grandes redes de hotéis, lojas de conveniência e caixas eletrônicos das capitais da Ásia Oriental, mas perdem utilidade nos mercados de rua tradicionais e nas ilhas mais isoladas do sul.
No Sudeste Asiático, o mais prático costuma ser levar dólares americanos em notas novas e sacar moeda local nos caixas eletrônicos logo na chegada.
E cuidado com notas rasgadas, antigas ou marcadas, que são recusadas em casas de câmbio asiáticas.
| Região | Melhor forma de pagamento | O que vale saber |
|---|---|---|
| Japão | Cartão + dinheiro em espécie | Muitos restaurantes pequenos ainda aceitam apenas dinheiro. |
| Coreia do Sul | Cartão global | País extremamente digitalizado. |
| Tailândia | Espécie + cartão | Mercados e comidas de rua funcionam melhor no dinheiro. |
| Vietnã | Espécie | Pequenos gastos continuam muito dependentes de dinheiro vivo. |
| Indonésia | Mistura dos dois | Bali aceita cartão facilmente, mas ilhas menores nem sempre. |
| China | Apps de pagamento | Alipay e WeChat Pay fazem enorme diferença. |
China e a revolução “cashless”
A China merece atenção especial porque virou praticamente uma sociedade sem dinheiro físico, ou “cashless”.
Muitos lugares funcionam quase exclusivamente via QR Code e você raramente vai ver dinheiro em espécie durante a viagem.
Por isso, compensa vincular o seu cartão internacional ao Alipay ou WeChat Pay antes da viagem. Isso vai evitar vários problemas, especialmente em restaurantes menores, pequenas lojas e transporte.
Viagem para a Ásia com segurança e economia!
Desbravar as belezas e os contrastes culturais do continente asiático é uma das coisas mais inesquecíveis que um viajante pode viver.
No entanto, a distância, as barreiras linguísticas e a culinária exótica aumentam a importância de estar amparado contra imprevistos de saúde ou problemas logísticos com voos e bagagens.
Contratar um seguro viagem garante que você tenha atendimento médico de padrão internacional em hospitais privados sem precisar desembolsar valores astronômicos do próprio bolso em caso de emergência.
Acesse o Seguros Promo, compare as melhores apólices disponíveis para a Ásia e garanta a tranquilidade necessária para aproveitar cada segundo da sua aventura!
Perguntas frequentes sobre viagem para a Ásia
Planejar uma rota do outro lado do mundo faz surgir diversas dúvidas práticas sobre custos, segurança e logística.
Abaixo estão respondidas as principais questões levantadas pelos viajantes:
Qual a melhor época para ir à Ásia?
O período de novembro a fevereiro é bom para a maior parte do continente, com clima seco no Sudeste Asiático e inverno na Ásia Oriental. Evite os meses de julho e agosto para evitar monções, calor extremo e a temporada de tufões.
Quanto custa ficar 7 dias na Tailândia?
Um roteiro de 7 dias bem planejado e sem exageros logísticos custa entre US$ 560 e US$ 860 por pessoa em padrão intermediário.
Qual país da Ásia é mais barato para viajar?
O Vietnã ocupa o primeiro lugar em custo-benefício, com preços de alimentação de rua, transporte público e pousadas mais baixos que os vizinhos Tailândia e Malásia.
Preciso de vacinas além da febre amarela?
Para a maioria dos destinos asiáticos, não. Mesmo assim, é recomendável estar em dia com hepatite A, hepatite B, tétano e febre tifoide.
Saiba mais sobre a Ásia:
Intermac I60 Inter (exceto EUA) +Covid-19
AC 35 MUNDO (Exceto EUA) COVID-19
Affinity 90 Essential Mundo (exceto EUA) +Covid19

